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Quarta-feira, 06 de Maio 2026
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Sexta-feira 13: entre o mito, a superstição e a realidade

Para muitos, a simples menção da data já provoca arrepios

Sexta-feira 13: entre o mito, a superstição e a realidade
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Para muitos, a simples menção da data já provoca arrepios: sexta-feira 13. O dia, envolto em mistérios, crenças populares e histórias de azar, desperta fascínio e temor ao redor do mundo. Mas afinal, de onde vem essa superstição? E há alguma base real para tanto receio?

A origem do medo

A associação entre o número 13 e o azar é antiga e atravessa diversas culturas. Na tradição cristã, por exemplo, acredita-se que Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus, foi o 13º a sentar-se à mesa na Última Ceia. Já a sexta-feira também ganhou má fama por ser, segundo a tradição, o dia da crucificação de Cristo.

A junção das duas ideias — o número 13 e a sexta-feira — teria, com o tempo, formado um dos maiores símbolos de má sorte do calendário ocidental.

Cultura popular e reforço do medo

Filmes como Sexta-feira 13 (1980) ajudaram a cristalizar a data no imaginário coletivo como um dia propício a tragédias. A cultura pop explorou a superstição em livros, séries, reportagens e até campanhas publicitárias, fazendo com que o medo ganhasse contornos quase reais.

Em alguns países, como os Estados Unidos, a fobia à sexta-feira 13 é tão intensa que ganhou nome: paraskevidekatriaphobia — o medo irracional da data. Estima-se que milhões de pessoas evitem viajar, fazer negócios ou até sair de casa nesse dia.

Mito ou realidade?

Apesar das crenças, estatísticas não comprovam que a sexta-feira 13 seja mais perigosa do que qualquer outro dia. Estudos realizados em diferentes países não encontraram aumento significativo de acidentes ou incidentes nesta data. Ainda assim, em algumas regiões, voos são cancelados e muitos edifícios evitam o número 13 em seus andares ou apartamentos.

No Brasil, a data é vista com uma mistura de temor e bom humor. Superstições como evitar passar por baixo de escadas, cruzar com gatos pretos ou quebrar espelhos ganham destaque nas redes sociais, mas também reforçam o lado lúdico da crença.

História

Outro marco na história foi a perseguição aos Cavaleiros Templários, que ocorreu numa sexta-feira 13, em 1307, quando o rei da França, Filipe IV, ordenou a prisão em massa da ordem. Esse evento reforçou a ideia de que essa combinação de dia e número poderia trazer azar.

Uma oportunidade para reflexão

Especialistas em comportamento humano afirmam que o medo da sexta-feira 13 pode dizer mais sobre nossa necessidade de encontrar sentido nos acontecimentos do que sobre a data em si. “Superstições surgem da tentativa de controlar o incerto. É uma forma de lidar com o desconhecido”, explica a psicóloga Beatriz Mendes.

No fim, sexta-feira 13 talvez seja apenas mais um dia no calendário — mas que nos relembra o poder das narrativas, das crenças e da imaginação humana.

Créditos (Imagem de capa): QV

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