Certa vez, não há muito, fui confrontado com a questão:
“Tu não acreditas na vinda de Jesus – o filho de Deus”?
Respondi: “Não nesses termos”.
Ato contínuo veio a segunda questão já em tom de indignação:
“Como assim”!?
Primeiro que tudo: quando alguém vos faz uma pergunta, o indagador, antes de qualquer coisa, tem de estar preparado para escutar o que quer ou o que não quer.
Esperar incondicional concordância e / ou validação é o primeiro dos equívocos e cismas.
Pode até discordar, contrapor, mas, jamais, se indignar, mostrar afetação ou se sentir ofendido, já para não falar nos casos em que reage, ignorantemente, ou parte para ódio, agressão, aniquilação, demonização ou segregação.
Assim sendo (e a “resposta-complemento” que proferi na ocasião em apreço será esta com que sereis ora confrontados), segue o argumento:
Cristo não é uma pessoa – é energia; a mais altaneira e pinacular.
É uma força consciencial.
Um nível superior de se Ser e a se almejar.
Jesus encarnou-o, pois.
Plenamente.
Completamente.
E quis transmiti-lo, ensiná-lo e disseminá-lo.
Mas não foi o único.
E não será o último.
Buda manifestou a mesma força.
Chamou-a por um nome diferente.
Tao ibidem.
Krishna?
Mesmo princípio. Cultura diferente.
Todo o avatar autêntico e digno desse estatuto, ao longo da história, tem representado / encarnado a dita Luz usando diferentes roupagens em épocas diferentes.
O Cristo não é externo; um corpo; uma personalidade.
É o padrão da humanidade desperta.
E não deve ser adorado fora e à distância.
Deve ser intuído, discernido, conscientizado e incorporado.
“Cristo em vós, a esperança da glória” não é poesia.
É instrução!
A centelha divina existe dentro de vós.
A mesma força que transformou Jesus pode transformar vo-los.
Ele bradou-o tanto, mas tanto..., mas nem os apóstolos / discípulos o alcançaram na plenitude (creio) e Ele, em sua transmutação, carregou tal mágoa e frustração…
Não porque se seja especial, mas porque é isso que a Força faz com quem a passa a dominar.
O objetivo do ensinamento crístico nunca foi o de criar adoradores.
Foi o de criar mais encarnações e personificações.
Mais humanos que incorporassem o princípio.
Mais receptáculos para a Luz – A Luz de Cristo.
O de alcançar, pois, a energia taquiônica – o chamado estado de graça –, o nível consciencial mais elevado que vos possibilitará interferir nas leis tridimensionais de espaço e tempo.
Uma tal energia que possibilitará a conexão do vosso corpo físico com o corpo de luz (alusão de Jesus ao Pai) e, com isso, a possibilidade de construir e ascender a idílicas realidades (as vossas) e alcançar a frequência transmutativa “Eu sou”!
Vós Sois!
Deixai de adorar figuras e altares de joelhos.
Começai a trabalhar vossas mentes para Nele vos tornardes…
Eco
Fonte/Créditos: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™
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