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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
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ESCOLA — A PRIMEIRA PRISÃO

Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante™

ESCOLA — A PRIMEIRA PRISÃO
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E ninguém quer admiti-lo ou, muito menos, dizê-lo em voz alta.

 

Pois que, nela, não se ministra o puro, genuíno e sapiente aprendizado — este é veiculado, apenas, para conformismo, obediência, desempenho funcional, profissionalização e adaptabilidade.

 

Trata-se de condicionamento e doutrinação.

 

A partir do momento em que nela entrais o sistema passa a moldar-te — não para o que podereis ser, verdadeiramente, mas para quem vos irá controlar.

 

Estrutura autoritária.

 

Vigilância.

 

Códigos de vestuário.

 

Grupos que espelham hierarquias sociais.

 

Horários fixos que vos treinam a obedecer a toques e chamadas em vez de vos instigar à intuição, à imaginação e à máxima potenciação e elevação da consciência.

 

Silêncio em vez de curiosidade.

 

Ordem em vez de originalidade.

 

Reforço negativo em vez de inspiração.

 

Cercas. Portões. Portas trancadas…

 

Agora lede tudo o acima descrito de novo.

Porque também descreve e se aplica a uma prisão...

 

É vos ensinado a pedirdes permissão para falar.

 

Permissão para vos deslocardes.

 

Permissão para questionardes.

 

A criatividade é rotulada como “perturbadora e desviacionista”.

 

Questionar é rotulado como “indolente, reacionário, conspiracionista ou lunático”.

 

A sensibilidade é rotulada como “fraqueza”.

 

E a tal da inteligência selvagem em estado bruto e divina que está dentro de toda a criança irar-se-á, assim, definhando e domesticando aos poucos...

 

 

Não vos formareis porque dominastes o jogo e os mistérios da vida.

 

Diplomar-vos-eis porque “cumpristes vossa pena” com aprovação.

 

O sistema não mede a vossa sabedoria.

 

Mede obediência, estímulo-resposta adequada, replicação certeira da informação e nível de programação.

 

Não pergunta:

 

Conseguis pensar?

 

Conseguis criar?

 

Conseguis liderar?

 

Conseguis curar?

 

Pergunta:

 

Obedecestes?

 

Conformaste-vos?

 

Respondeste adequadamente ao conteúdo ministrado?

 

Puro e simples condicionamento da mente.

 

Jamais um despertar e iluminação da alma.

 

Mas, em meio ao processo de moagem, surge, aqui e ali, a mosca na sopa — as partes que não conseguem controlar…

 

Algumas mentes recusam-se a ser enjauladas.

 

Alguns espíritos sentem as grades, reagem e começam a resistir.

 

Algumas almas não foram forjadas para caber dentro de caixas catalogáveis.

 

Se sempre sentistes que a escola era sufocante era porque o vosso espírito era demasiado grande para a cela.

 

Não burro.

 

Não estúpido.

 

Não preguiçoso.

 

Apenas indômito...

 

E as mentes intrépidas são perigosas para todo o sistema assente na manipulação e obediência.

 

Lembrais-vos de quem éreis antes do condicionamento?

 

Sentistes, a determinada altura, a gaiola a fechar-se e recusastes o claustro?

 

Vistes, a dado momento, as luzes de emergência a piscar e percebestes — “isto não é educação é incipiência, distração e doutrinação”.

 

E uma vez enxergadas as grades não mais conseguireis ignorá-las.

 

É aí que começa o verdadeiro despertar.

 

Porque a coisa mais perigosa num ambiente controlado é uma mente que percebe e sabe que está a ser controlada.

 

Começais a desaprender.

 

A desprogramar.

 

A libertar vossos pensamentos.

 

Percebeis que vossa imaginação nunca fora uma fictícia divagação, mas um portal...

 

Que vossa resistência nunca foi rebeldia — foi intuição.

 

Que vosso desconforto nunca foi fraqueza — foi elevação e expansão de consciência.

 

Podem confinar vosso corpo.

 

Podem programar o vosso tempo.

 

Podem avaliar a vossa memória e retenção de dados.

 

Mas não podem aprisionar, jamais, uma consciência que regatou seu poder.

 

E quando a vossa mente se liberta nenhuma cela será suficientemente forte para vos conter. 

Eco

Fonte/Créditos: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™

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