E ninguém quer admiti-lo ou, muito menos, dizê-lo em voz alta.
Pois que, nela, não se ministra o puro, genuíno e sapiente aprendizado — este é veiculado, apenas, para conformismo, obediência, desempenho funcional, profissionalização e adaptabilidade.
Trata-se de condicionamento e doutrinação.
A partir do momento em que nela entrais o sistema passa a moldar-te — não para o que podereis ser, verdadeiramente, mas para quem vos irá controlar.
Estrutura autoritária.
Vigilância.
Códigos de vestuário.
Grupos que espelham hierarquias sociais.
Horários fixos que vos treinam a obedecer a toques e chamadas em vez de vos instigar à intuição, à imaginação e à máxima potenciação e elevação da consciência.
Silêncio em vez de curiosidade.
Ordem em vez de originalidade.
Reforço negativo em vez de inspiração.
Cercas. Portões. Portas trancadas…
Agora lede tudo o acima descrito de novo.
Porque também descreve e se aplica a uma prisão...
É vos ensinado a pedirdes permissão para falar.
Permissão para vos deslocardes.
Permissão para questionardes.
A criatividade é rotulada como “perturbadora e desviacionista”.
Questionar é rotulado como “indolente, reacionário, conspiracionista ou lunático”.
A sensibilidade é rotulada como “fraqueza”.
E a tal da inteligência selvagem em estado bruto e divina que está dentro de toda a criança irar-se-á, assim, definhando e domesticando aos poucos...
Não vos formareis porque dominastes o jogo e os mistérios da vida.
Diplomar-vos-eis porque “cumpristes vossa pena” com aprovação.
O sistema não mede a vossa sabedoria.
Mede obediência, estímulo-resposta adequada, replicação certeira da informação e nível de programação.
Não pergunta:
Conseguis pensar?
Conseguis criar?
Conseguis liderar?
Conseguis curar?
Pergunta:
Obedecestes?
Conformaste-vos?
Respondeste adequadamente ao conteúdo ministrado?
Puro e simples condicionamento da mente.
Jamais um despertar e iluminação da alma.
Mas, em meio ao processo de moagem, surge, aqui e ali, a mosca na sopa — as partes que não conseguem controlar…
Algumas mentes recusam-se a ser enjauladas.
Alguns espíritos sentem as grades, reagem e começam a resistir.
Algumas almas não foram forjadas para caber dentro de caixas catalogáveis.
Se sempre sentistes que a escola era sufocante era porque o vosso espírito era demasiado grande para a cela.
Não burro.
Não estúpido.
Não preguiçoso.
Apenas indômito...
E as mentes intrépidas são perigosas para todo o sistema assente na manipulação e obediência.
Lembrais-vos de quem éreis antes do condicionamento?
Sentistes, a determinada altura, a gaiola a fechar-se e recusastes o claustro?
Vistes, a dado momento, as luzes de emergência a piscar e percebestes — “isto não é educação — é incipiência, distração e doutrinação”.
E uma vez enxergadas as grades não mais conseguireis ignorá-las.
É aí que começa o verdadeiro despertar.
Porque a coisa mais perigosa num ambiente controlado é uma mente que percebe e sabe que está a ser controlada.
Começais a desaprender.
A desprogramar.
A libertar vossos pensamentos.
Percebeis que vossa imaginação nunca fora uma fictícia divagação, mas um portal...
Que vossa resistência nunca foi rebeldia — foi intuição.
Que vosso desconforto nunca foi fraqueza — foi elevação e expansão de consciência.
Podem confinar vosso corpo.
Podem programar o vosso tempo.
Podem avaliar a vossa memória e retenção de dados.
Mas não podem aprisionar, jamais, uma consciência que regatou seu poder.
E quando a vossa mente se liberta nenhuma cela será suficientemente forte para vos conter.
Eco
Fonte/Créditos: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™
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