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Domingo, 26 de Abril 2026
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Pra que otário quer dinheiro?

Embarcou na viagem governo e está com medo da economia? Faz o "L" e seja feliz. Otário!

Pra que otário quer dinheiro?
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Vou começar este texto contando pra vocês de onde tirei a frase do título desta coluna. Sempre que me reúno com um determinado grupo de pessoas próximas e revivemos o passado dessa família, uma viúva octagenária relembra (com orgulho e galhofa) a frase que seu marido pronunciava a amigos, quando chegava em casa acompanhado destes, para beber cerveja e jogar conversa fora.

Comerciante de outros tempos, da época do dinheiro vivo, em que cheque ainda era algo raro e cartão de crédito inimaginável no comércio brasileiro, entregava a féria do dia, aquele chumaço de dinheiro, à esposa e perguntava aos amigos: "Pra que otário quer dinheiro?".

A graça feita diante daqueles que ali se encontravam só durava o tempo da bebedeira. Com os amigos partindo, ele exigia da cônjuge o bolo da dinheirama ao seu lado. Esperto que era aquele alemão… Mostrava aos visitantes o poder de sua mulher, a solidez de seu casamento e tirava do alcance de todos aquele bolo de dinheiro que, no meio da bebedeira, poderia ser tentador para algum amigo não "muy amigo" ou algum amigo de ocasião.

Trazendo pra nossa realidade política de hoje e usando não somente a frase, mas o exemplo desse europeu que desembarcou no Brasil ainda criança com seus pais fugidos dos horrores da segunda grande guerra, temos aí: trabalho duro, diferentes níveis de relações de confiança, sabedoria e o cuidado com o "produto" mais cobiçado, desde que o mundo é mundo: o dinheiro.

E então faço essa pergunta para aqueles do povo brasileiro que ainda se permitiram ser suscetíveis a uma série de informações que lhe tiraram o raciocínio lógico e o colocaram como objeto fácil de manipulação: "Pra que otário quer dinheiro?".

A sociedade é composta dos mais diferentes tipos: homens e mulheres, adultos e crianças, e por aí vai. Cada um com uma visão de mundo, cada um com um modo de pensar, cada um com mais ou menos capacidade de raciocinar. Mas quando se trata de dinheiro, do mais ignorante ao mais malandro, do mais jovem ao mais experiente, todos sabem a importância de tê-lo e a gravidade de não tê-lo. Então, repito: "Pra que otário quer dinheiro?".

E não há outra palavra mais direta, objetiva e real para designar aquele que cai nas mais variadas conversas fiadas produzidas pela mídia, por artistas, por políticos de esquerda ou políticos travestidos de "centro-democráticos": OTÁRIO!

Otário, pra começar por que não conseguiu perceber que todos esses relatados acima são movidos a dinheiro. E não é pouco, não. Muito dinheiro mesmo, desde a propaganda oficial no Brasil do PT (PMDB e PSDB também), que enchia os cofres de toda a imprensa brasileira, dos pequeninos aos maiores grupos de comunicação, passando pelas "Leis Rouanets" da vida e chegando aos mensalões e planilhões do maior caso de corrupção do planeta. Só funcionam com grana na mão.

E aí sou obrigado a dizer: se você acreditou nessa gente, ou você tem muito interesse na volta do esquemão de corrupção para se valer do mesmo, ou você é mais do que o idiota útil citado por Lênin, usado na linha de frente pela revolução. Você é um otário! Afinal, quem tem acesso a informação e toma conhecimento de como a esquerda age, mas ainda assim acredita numa mudança deixa de ser um idiota e vira um tremendo otário.

Independentemente de ideologia, de pensamentos mais ou menos conservadores, de conceitos e costumes, o fato é que a pauta do "dinheiro no bolso e um futuro melhor" é o foco deste texto.

Os números apresentados pela recuperação econômica do Brasil, no período pré-pandemia, seguido de um cenário global com pandemia e guerra, é pra fazer qualquer um, gostando ou não do Presidente, bater palmas. É óbvio que aqui eu exijo sensatez das pessoas. O sensato, aquele que compreende os desafios pós-roubalheira de esquerda no poder, os desafios diante do caos de quebra de produção no mundo todo, aquele que se informa e entende o cenário caótico inflacionário das economias ao redor do planeta, entre outras mazelas.

As políticas de transferência de renda, de dinheiro na mão do povão, por parte do governo, não deixando a economia parar e lutando para mitigar os efeitos desse cenário global, são de fazer inveja aos demagogos da esquerda, pela eficácia quanto às políticas públicas, ainda que o governo corresse o risco de receber a pecha de populista (o que não aconteceu nem durante a campanha eleitoral).

Todavia, passada a eleição, começamos a ver os primeiros ratos pulando do barco, que começa a afudar. Num misto de cinismo e canalhice, esquerdistas "limpinhos", que não são maculados pelas frases e aspectos marxistas chão de fábrica, se apresentam com prudência e sofisticação, mostrando o tamanho de seu comprometimento com o sistema. Sem se importar em jogar o país no caos, apostam nesse mesmo obscurantismo para herdarem espólios de uma guerra fomentada pelo espírito de sobrevivência do sistema. Ou seja, essa gente é promotora (e responsável) da anarquia que se avizinha.

Com promessas inexequíveis, incentivaram milhões de otários a embarcar nesse navio sem rumo.  Mas não são bobos e se prepararam financeiramente contra o pior, e agora, com ar de "donzelas arrependidas", num lava-mãos grotesco e mentiroso, deixam a bananosa nas mãos do povo.

Enfim, milhões de brasileiros que começavam a ter a chance de finalmente vislumbrar uma vida mais digna, honesta, justa e, depois de muitas décadas, com a perspectiva real de aumento de poder aquisitivo, melhora de padrão de vida e, enfim, de ver seu país crescer verdadeiramente como economia pujante e como nação, caíram no engodo dos mais ricos e dos mais "espertos" (desonestos) da República. Logo eles, que sempre nadaram em dinheiro e benesses, que trataram e ainda tratam o povo até hoje como verdadeiros otários, como se eles estivessem perguntado, dessa vez: "Pra que otário quer dinheiro?" Pra que esse povo quer uma vida melhor e independente se sempre se bastou com as migalhas do Estado, com o assistencialismo e a promessa de um futuro melhor, numa luta contra inimigos que são efetivamente amigos, num imenso teatro pro povo acreditar?

Ora, quem direciona sua vida e seu destino por ódio, rancor e até mesmo por inveja se permite ser seduzido por promessas vãs e não tem nada de esperto mesmo. E quem não se dá valor e mostra fraqueza de alma e convicções é facilmente manipulado e menosprezado. Bastou alguém estimular a emoção e retirar a razão de seus juízos, transformando um infantil "feio, bobo e cara-de-melão" em alguem supostamente maléfico, mal-educado, grosseiro e "genocida", numa subjetividade sem fim, pra aparecerem muitos trouxas deixando a sensatez de lado, mergulhando de cabeça na euforia de uma sensação de "vitória sobre o inimigo", como se entorpecidos estivessem por uma droga que dominava suas sensações com gozo e prazer. E quem se droga é um tremendo otário.

Talvez seja essa uma remota hipótese de explicação para entendermos e compreendermos o porquê de uma fatia da sociedade se permitir votar em um ladrão. Essa parcela perdeu completamente a ligação com os valores, com a realidade e se viciou no ódio, no mal, na inveja, no rancor, buscando escoras e justificativas para suas frustrações, falhas e insucessos pessoais.

Como em qualquer viciado, a negação de encarar a verdade e se assumir nessa condição, atacando quem identifica o problema e colocando nos outros a culpa de tudo aquilo vivido, é o que vemos como justificativa daqueles convictos em votar na esquerda, não importando os fatos, não importando números, absolutamente nada.

"Pra que otário quer dinheiro?" é uma pergunta afirmativa que traz algumas possíveis respostas dependendo de quem a faça.

Mas, em todas as respostas possíveis, o povo sempre será tratado como otário. E há uma parcela desse mesmo povo que merece mesmo a alcunha.

Abaixo, deixo uma curiosidade.

A origem do termo.

 

Otário  

A otária — do grego otós, orelha (daí otite, otorrino, etc.) — é uma espécie de foca que tem pavilhões auditivos visíveis. Seu nome científico (otaria byronia) foi dado por um naturalista francês que se chamava François Perón (1773-1810), utilizando a palavra grega otarion, orelhinha. A otária é pesadona, lenta e de uma burrice maior que ela mesma. É muito encontrada no Atlântico sul. A palavra "otario" foi adotada no lunfardo (gíria da ralé de Buenos Aires e arredores) para designar uma pessoa simplória, fácil de enganar. A palavra veio parar no Brasil, popularizada pelo tango "Se acabaron los otarios", de 1926.

Fonte/Créditos: Gustavo Reis

Créditos (Imagem de capa): Gustavo Reis

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