O Brasil ainda segue chocado e ferido diante do crime de bárbaro de Blumenau. E nas buscas por respostas e medidas, o prefeito da cidade decidiu por fazer s vigilância e segurança armada nas escolas municipais.
A prefeitura de Blumenau, em Santa Catarina, anunciou novas ações de segurança nas escolas municipais, além da instalação de 125 câmeras. A administração também busca por vigilância armada após o ataque que matou quatro crianças em uma creche particular da cidade.
Uma pequena pesquisa no Google e você encontrará professores, diretores e secretários de educação contra esse tipo de medida, usando sempre a mesma forma de argumentar: desqualificar, atacar confundir e subjetivar a discussão. Trago apenas duas declarações, mas os exemplos são inúmeros.
“Posso colocar mil, que não resolve... a gente precisa de apoio, mas a gente precisa entender a essência da questão. O nosso entendimento é contrário a esse (de colocar policiais armados nas escolas). Nós temos que lutar como sociedade para que todos os ambientes sejam de paz, mas especialmente o ambiente escolar. - Ana Lucia Sanches, Secretária de Educação de Diadema/SP.
“Precisamos enfatizar a cultura de paz... falar apenas de colocar polícia armada na escola é uma discussão rasteira que não resolve o problema” - disse a mestre em Educação e diretora do Centro Educacional Paineira, em Santo André, e diretora regional para o ABC do Sieesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), Oswana Fameli.
Existe um questionamento simples, tão óbvio, que foge da percepção de todos.
O obvio ululante. O óbvio, a verdade mais difícil de se enxergar, como diziam Nelson Rodrigues e Clarice Linspector.
Alguém discute a necessidade ou não de segurança armada em bancos? Sim, bancos, que lidam com a riqueza, com o dinheiro, o "vil metal", alguém discute ou diz não ser necessário?
Obviamente que não. Afinal, estamos falando da riqueza material, imprescindível às nossas vidas, que realmente precisa de todos os cuidados e garantias.
Mas o que são nossas crianças senão a riqueza de nossas vidas? O futuro da nossa nação?
Será que elas não precisam de todos os cuidados e garantias?
Um filho, um neto, "os pequeninos do Cristo", não valem mais que qualquer quantia material?
Sendo ainda mais contundente: você não daria tudo que possui materialmente pela vida do seu filho?
Pergunte para um pai, vítima desse ou de qualquer outro massacre.
Essa reflexão simples demonstra o quanto a nossa sociedade está adoecida, presa ao mundo material e distante, cada vez mais, daquilo que realmente vale em nossas vidas.
Portanto, qualquer argumento social, educacional ou escambau é pequena, rasa e insensível quando se trata da nossa maior riqueza em vida. As nossas crianças.
Fonte/Créditos: Gustavo Reis