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Sexta-feira, 19 de Junho 2026
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O TEMPLO FEMININO

Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante™

O TEMPLO FEMININO
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Quando um homem venera e se apaixona por uma mulher, e vem a desfrutar de certo grau de reciprocidade, ele encontra o seu templo por excelência.

 

Não num edifício.

 

Não num livro.

 

Num templo vivo e carnal...

 

Na presença sagrada do feminino.

 

 

Aparte 1: Quando se alude ao amor incondicional o homem sempre estará à margem desse sortilégio, pois que os únicos três seres que são amados incondicionalmente são as mulheres (pelos homens), as crianças e os pets.

 

Aparte 2: Qualquer homem que se preze só será amado por uma mulher condicionalmente – dependendo da circunstância (na esmagadora da esmagadora maioria dos casos), se servir para algo, prover, ter projeto, convencê-la do mesmo e ter a habilidade de colocá-lo em prática…

 

 

A matriz do antigo Egito deu (e dá) a letra e a decodificação do poder em torno do eterno feminino.

 

O Ankh era o ceptro e o amuleto congregador.

 

O trono transportava o poder de Ísis.

 

O céu estendia-se, infinitamente, sobre a terra como Nut.

 

E o fogo feroz da criação fluía através de Sekhmet.

 

Estas não eram apenas deusas — eram lembretes de que o poder divino residia na própria essência feminina gestora e geradora de vida.

 

O templo para os egípcios nunca estava separado da vida.

 

Ela — a mulher — era o templo em si.

 

Sua coluna vertebral o pilar da vida.

 

Suas ancas o altar da criação.

 

Seu útero a câmara oculta onde os mundos são concebidos e o espírito adentra e penetra na matéria.

 

 

Quando um homem se ajoelha diante de uma mulher, em verdade, não se posta subserviente submetendo-se ou inferiorizando-se.

 

Ele está, simplesmente, a enaltecer e a reverenciar sua sacra presença e existência.

 

Lembrando-vos sempre que o sagrado existe para ser sentido, tocado, respirado e honrado no corpo vivo.

 

O céu não está algures distante e altaneiro…

 

O céu é côncavo e possui dois pomos…

 

O céu irradia calor…

 

O céu respira…

 

O céu tem batida e pulso nos quais podeis colocar as mãos…

 

Tem colo...

 

O masculino não perde poder algum, jamais, ao honrar o feminino.

 

Desde que, claro está, seja o “feminino certo, justo e merecedor”, caso contrário é a danada servidão…

 

Nele, no seio e envolvimento com o feminino, ele desperta a sua forma mais elevada.

 

A união divina do masculino e do feminino não é mitologia.

 

É o equilíbrio sagrado e originário da própria vida humana.

 

A “mulher certa” é mais do que uma companheira – é uma força que alavanca e eleva a essência de um homem.

 

Quando verdadeiramente com ele, e de seu lado, ela fortalece sua masculinidade despertando-lhe um poder interior imparável.

Ela torna-se, pois, a sua maior inspiração no trilhar dos mais altos e épicos feitos.

 

Juntos, cultivarão um ambiente onde o crescimento será mútuo, onde cada desafio será enfrentado em sinergia e onde a viagem partilhada será de pujança, autenticidade e propósito.

 

E numa relação assim transcender-se-á, sem delongas ou titubeações, o comum e o ordinário.

 

Eco

 

Fonte/Créditos: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™

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