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Segunda-feira, 27 de Abril 2026
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O poder alimenta o orgulho, ou o orgulho alimenta o poder?

O pecado supremo iguala-se ao supremo pode judiciário.

O poder alimenta o orgulho, ou o orgulho alimenta o poder?
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Devo começar esse texto dizendo que sinto muito. São tantas coisas que aconteceram que esse relato acabaria se tornando uma dissertação para descrever tudo que percebi desse último ano que passou e que justifiquem o titulo da coluna.

É certo que, são tantos indícios, provas,  percepções que, até para juntar argumentos sobre o assunto foi fácil e as informações estão aí presentes e são relembradas todos os dias nas rodas de conversas, nas redes sociais e brigas de casais.

 Se formos observar detalhadamente cada decisão tomada pelos Juízes da Suprema Corte podemos dizer, entre outras coisas, que são loucos, jogam fora das quatro linhas da constituição, que são maléficos e perderam totalmente o sentido do certo e errado. No entanto, a partir do momento que começamos a olhar com mais calma, tentando diagnosticar as origens do pensamento e do desejo pelo poder, acabamos encontrando a ganância, um comportamento pedante e arrogante, desses que si dizem defensores do Estado Democrático de Direito.

Uma observação sobre essa frase: “Estado Democrático de Direito”. Toda vez que escuto tal frase, com o perdão do “palavreado”, minha reação é de travar a bunda, porque logo penso: “Meu Deus! Lai vem macaxeira!”

Voltando. Desde as decisões proferidas para salvar o descondenado, passando pelas intervenções nas investigações da Polícia Federal, as negativas aos advogados de defesa que, tentaram ler os processos que eram e que estão sendo investigados e julgados sem o devido processo legal, até as falas como: “É inadmissível a desobediência ao STF” cuspida senhora Ministra “Dona” Rosa Weber, “Eleições não se ganha, se toma” – essa é clássica -  e o mais novo jargão da revolução júri-marxista: “Perdeu, mané!”, demonstram que o poder é repleto de humanidade. Eita! Deixa eu adivinhar? Você agora se contorceu na sua cadeira e está pensando seriamente em parar de ler tal blasfêmia. Eu insisto que fique e abra sua mente para o que vou tentar transcrever, aquilo que aprendi nas minhas leituras.

Somos fruto do pecado, correto? Apesar de que Jesus veio para nos salvar e se entregou para que zerássemos todos os nossos pecados, ainda assim somos passivos desse fenômeno da criação. É tão claro, que a humanidade entre uma revolução e outra, percebeu que precisava de uma mínima organização social, para que fossem  respeitadas as regras de convívio em sociedade. Podemos então agora, já que percebemos isso, dividir em duas situações. A primeira é pela lei. No entanto, para que ela – a lei - nasça e se concretize na sociedade como um “status quo”, ou seja, estado natural das coisas, é necessário que ela surja das ações humanas, das relações entre os indivíduos e que, sempre quando houver conflitos de interesses, haja uma decisão mutua onde ambas as partes cedam um percentual da sua razão para que se encontre um denominador comum. Isso nos casos onde não são originários da lei natural oferecidas por Deus: a vida, a liberdade, a propriedade privada.

Justamente aqui que entra a segunda forma de organização social: A Cristã. Vou me ater ao cristianismo porque sou cristão e é disso que conheço e posso falar.

Quando o continente americano foi povoado pelos povos Europeus, sejam eles, os britânicos, os franceses na América do Norte, os espanhóis na América Central e parte da América do Sul, bem como os portugueses em terras tupiniquins, trouxeram consigo os pilares da civilização ocidental: o direito romano, a filosofia grega e, o principal, as crenças judaico-cristãs. Esse fenômeno carregou e ainda carrega um peso gigante nas decisões que tomamos no nosso dia-a-dia, na relação entre o certo e o errado, na verdade e na mentira, no bem e no mal. Contudo, para que obtenhamos sucesso como sociedade não podemos nos dar ao luxo de não reforçar, sempre que possível, nossas crenças, nossas origens, nossa história porque, caso contrário, perdemos o elo de ligação com a nossa matriz: a humanidade.

Pois bem, dito tudo isso, fica claro que somos humanos quando erramos e quando acertamos, mas o que diferencia o bem do mal é o grau de orgulho que carregamos na nossa alma. C. S Lewis no livro Cristianismo Puro e Simples (2017, p166) descreve que os mestres cristãos já haviam identificado em suas orações e experiências que o pecado capital, o mal supremo é o Orgulho.

A falta de castidade, a raiva, a avareza, a beberice e tudo o mais são meras fichinhas em comparação: foi pelo Orgulho que o diabo se torno o diabo; o Orgulho leva a todos os outros vícios – trata-se do estado de mente completamente contrário a Deus.(LEWIS, C.S, 2017)

O que melhor então para explicar o fato dos Ministros do Supremo não recuarem de suas decisões? Simples. Como não há a presença da lei sobre eles, o primeiro critério para uma organização social e, não há base cristã dentro de seus pensamentos e sentidos, o que prevalece em seus corações é simplesmente, e tão somente o Orgulho. E o Orgulho leva a avareza, a sede de poder. São por essas razões que não há saída para esse grupo de privilegiados. Se estão trabalhando em prol de interesses maiores, se o processo ideológico tomou conta de suas mentes, se estão com uma arma apontada para suas cabeças ou de suas famílias eu não sei, mas sei que, diante de tanta maldade legitimada só nos resta uma coisa para concluir sobre esse assunto: o poder atrai o mal, mas aquele que alimenta o pecado capital, o Orgulho, será consumido pelo que há de pior na humanidade. 

Fonte/Créditos: LEWIS, C.S 2017, Cristianismo puro e simples

Créditos (Imagem de capa): Imagem de Gordon Johnson por Pixabay

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