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Domingo, 26 de Abril 2026
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O Brasil não é para amadores?

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O Brasil não é para amadores?
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Existe uma máxima na qual afirma que: “O Brasil não é para amadores”.

Confesso que concordo, em parte, com ela.

Sim, em parte, afinal, se considerarmos os complexos meandros do cursar da nossa história, veremos que: as irregularidades, corrupção e uma notória falta de consciência coletiva, se dão desde a instauração da nossa República e, portanto, seria no mínimo uma injustiça não considerarmos a capacidade resiliatória do povo brasileiro.

E falando em resiliência, devo destacar o seu papel notório do ano de 2020 até então. Além dos eventos perturbadores que nos assombraram através do medo e pânico, remetendo até mesmo as mentes menos criativas a desfechos retratados nas produções como: Epidemia, o Vírus, O Contágio, entre outras; ainda tivemos que lidar com medidas que a todo tempo nos fizeram duvidar da nossa capacidade cognitiva, uma espécie de “gaslighting” coletivo.

E não me leve a mal, querido leitor. Não minimizando os eventos anteriores a este ano, mas devemos considerar que a pandemia da Covid-19, foi um significativo ponto de inflexão para a aceitação, por parte da sociedade, dos mais grotescos eventos ou decisões, jamais dantes vistas em um cenário de “normalidade” social.

A cada dia somos surpreendidos com as mais bizarras notícias, resoluções contraditórias, determinações absurdas, expectativas frustradas; um eterno “começar de novo” psíquico.

Embora eu tenha muitas teorias a respeito do por que na prática temos tão pouca expressão ou influência sobre as decisões na nossa nação, hoje o meu foco será outro. Eu gostaria de falar sobre a razão, ainda que muitas vezes a nossa vontade seja a de colocar um nariz de palhaço ao sair de casa, nós levantamos, sacudimos a poeira e partimos para a próxima.

E para viajarmos nesta análise, gostaria de falar sobre um fragmento contido na obra Ética (1677), do filósofo Baruch Espinoza, no qual ele promove uma reflexão que talvez nos esclareça alguns pontos.

Esta reflexão toma como base a alegria ou a energia abstrata que nos compele diariamente a exercer nossos ofícios, a produzir algo, a nos relacionarmos etc. Seria o potencial máximo desprendido a fim de exercer ou manifestar com excelência nossas virtudes. Do ponto de vista fisiológico, este potencial está intimamente ligado a neurotransmissores como Dopamina e Serotonina as quais, modulam nossa motivação e humor.

Se você conhece a obra de Spinoza, notará que para te fazer refletir, caro leitor, eu destacarei esta abordagem a partir do final. Isso porque, de fato, o que o filósofo nos propõe é uma análise sobre o Amor.

E para engrandecer o prosaico texto desta colunista que vos escreve, segue o trecho o qual proponho como base, o entendimento das nossas ações:

“O amor nada mais é do que a alegria, acompanhada da ideia de uma causa exterior [..]”

“Vemos, além disso, que aquele que ama esforça-se necessariamente, por ter presente e conservar a coisa que ama [...](Spinoza, B; 1677).

É transitando neste conceito, aparentemente simples, que defendo que é o amor quem modula as nossas ações. E se tratando de amor, devo dizer que por mais que o romantizemos, sua gênese está atrelada ao nosso código genético. Não, você não leu errado.

Os desencadeantes daquilo que você considera Amor, são: neurotransmissores, receptores, enzimas, órgãos alvos, que em conjunto, compõe uma intrínseca rede de dados contidos em nosso DNA. Por conseguinte, estes dados ao serem transcritos pelo RNA mensageiro, produzem ações, dentre as quais se destacam: a iniciativa em produzir mudanças, benevolência, altruísmo e a coragem de “nadar contra a corrente” todos os dias.

Embora soe um tanto quanto "nonsense" minimizar o amor a meros eventos fisiológicos, eu diria que é justamente aí onde encontramos o seu verdadeiro sentido. Afinal, cada indivíduo é único em seu existir, e portanto, na sua forma de amar, não é mesmo?

Assim, complementando a afirmação inicial, no qual disse concordar, em parte, de que o Brasil não é para amadores, eu ouso dizer que é preciso que sejamos muito amadores, no seu sentido mais filosófico ou verbal, para continuarmos a acreditar no nosso país.

E para concluir, destaco que: para alguns cientistas, o nosso código genético pode se alterar mediante as necessidades comportamentais, ambientais e fisiológicas. Assim, querido leitor, se você está disposto a desistir da luta, sugiro que  tenha antes uma conversa com o Criador, a fim de convencê-Lo, por hora, a modificar o seu código genético.

Quem sabe você O induza a retirar, de suas bases nitrogenadas, a indignação sentida por toda uma nação. 

 

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