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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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O bandido brasileiro.

Nao importa o crime. São todos iguais.

O bandido brasileiro.
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Outro dia, fim de tarde, liguei a televisão para assistir algo sobre futebol e percebi que um bandido estava dando declarações na TV. Também, pelo o horário, a chance de me deparar com uma novela ou um noticiário desses que escorre o sangue pela tela do aparelho era grande. Não deu outra.

Não me recordo se era um jornalístico popular com cheiro de pólvora ou daqueles outros com jornalistas manipuladores dos canais de notícias da TV fechada. Recordo-me apenas que eu resolvi assistir o vagabundo.

Era um cretino bem apessoado, que se dizia inocente. DIzia ser pessoa de bem, só faltou afirmar ser trabalhador honesto, apesar de mostrar indignação e se posicionar como um.  Com ar de revolta e incredulidade por conta das acusações que tinha que rebater, atacava seus denunciantes detentores de vasto material que constatava o quanto ele mentia, manipulava e enganava pessoas.

Apesar das provas, de inúmeros vídeos, de declarações anotadas, de seus atos registrados, de uma série de materialidade do tipo "batom na cueca", ele insistia na sua inocência quando confrontado, mudando totalmente o foco das acusações para terceiros ou para situações periféricas que, além de não terem importância real, sequer pareciam serem verdadeiras.

Tamanha era a habilidade em mentir que não tenho dúvidas: algumas das vítimas que o assistia naquele momento certamente acreditava na sua inocência e na sua conversa mole, digna de um ator.

Confesso que aquilo para mim era mais do mesmo. Se não me causava mais espanto, ainda me causava desprezo e nojo.Todavia, eu não podia reclamar, eu me sujeitara a ligar a TV e assistir o teatro da vez.

Voltando a cena (que podia ser chamada de cena de crime, pois era criminosa a postura do ordinário). Obviamente que se tratava de um bandido perigoso, mau caráter, cretino da pior espécie. Talvez um bom psiquiatra ou um bom  psicólogo poderia determinar até alguma patologia grave (se bem que nenhum deles como, se diz no popular, rasga dinheiro ou come bosta, sempre é bom lembrar isso).

Em suma, é impressionante a cara-de-pau de bandidos assim. Dessa gente ruim, que mente mesmo com tantas provas contra suas falácias e narrativas. Que sempre se fazem de inocente ou de vítima, como se isso fosse o esporte preferido dessa turma para continuarem na maldade sem fim.

Mas qual crime esse pérfido meliante cometera? Ora, o crime especifico do sujeito acima pouco importa, assim como pouco importa em qual programa de TV ele tinha espaço para mentir. Sendo num Datena da vida, com aquelas narrações sensasionalistas ou se sendo num elegante canal da TV paga, com ar de sofisticação e conteúdo superior, realmente nao importa. O que importa aqui é sabermos objetivamente, sem relativismo, que se tratava de um bandido!

E esse é o perfil típico do bandido brasileiro. Independe de classe social, independe da arma do crime (faca, pistola, fuzil ou caneta) e de sua posição econômica ou de poder. Em essência, todos iguais. Bandidos.

Logo, bandidos sempre serão safados, pilantras, mentirosos, manipuladores e covardes. Sujeitos que se comprazem no mal, que topam qualquer parada para se darem bem.

Do assalto a mão armada ao roubo da esperança e do destino de uma nação, são todos iguais. Bandidos.

Fonte/Créditos: Gustavo Reis

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