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Terça-feira, 05 de Maio 2026
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Brasil, o país dos esquerdistas de direita? (Parte 2)

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Brasil, o país dos esquerdistas de direita? (Parte 2)
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No texto anterior fizemos uma pequena introdução sobre o que foram as eleições municipais.

Aos quatro ventos são repetidas meias verdades pela mídia sobre vitoriosos nas eleições e sobre o comportamento do eleitor.

Se esquecermos as legendas e olharmos para o perfil de cada prefeito eleito, todas essas análises cairiam por terra e o motivo é simples: o sistema político brasileiro obriga a um comportamento promíscuo do agente. 

O político é obrigado a se filiar àquele partido que lhe dá condições de chegar lá e não ao partido que ideologicamente ou que tem um estatuto condizente com sua visão política. A bem da verdade, na sua extensa maioria, o político brasileiro é um oportunista. O sujeito é mal sucedido em sua vida privada e busca o carreirismo político como meio de vida. 

A união de um sistema esquizofrênico, com o adendo de regras para coligações, federações partidárias e com o tipo de pessoa que se envolve nessa prática, nos leva a um cenário onde ideias, ideologias e ideais de políticas públicas só servem de fachada, de meio, para esses oportunistas.

Dito tudo isso, não é de se espantar que há políticos no PL, vitoriosos, que são pessoas com histórico na esquerda e práticas socialistas. Há gente no centro que se encaixaria perfeitamente no NOVO, por exemplo. Agora, se há gente não esquerda com um perfil de direita? Duvido muito. Portanto, é uma salada de frutas onde os rótulos partidários não significam tudo, mas ainda assim, significam muitas coisas: capilaridade política, estrutura da máquina e verbas estaduais e federais conforme o relacionamento. E isso é o que há de mais importante na disputa de poder.

Portanto, com esse cenário, fica óbvio porque o centro é a maior estrutura do país, divididos em inúmeros partidos, liderados hoje por PSD e MDB.  Temos então o motivo de tantos partidos de esquerda e os que abrigam pessoas de direita neste momento estarem sempre flertando e se ajuntando com essa estrutura.

A verdade é que a vida se torna muito mais fácil para aqueles que se aliam e se alinham com os melhores discursos dos dois lados, rejeitando aquilo que lhe pode tirar voto no grupo oposto, posando de moderado, pessoa equilibrada. Já para os considerados extremistas, ter ao seu lado quem tem domínio da coisa toda e poder de fato.

Esses dados que são pouco falados ou que não entram no entendimento do brasileiro comum é o canal para a manutenção do poder dos velhos caciques políticos.

No próximo texto vamos falar debater como essa confusão e práticas político-partidárias, estimuladas por toda uma retórica sem- vergonha de promessa de um mundo melhor tem levado o Brasil a uma constante repetição de ciclos.

Desse modo, vamos entender o motivo, e aqui já afirmo, o por que o Brasil é o país dos esquerdistas de direita. Ainda que muitos não saibam que são esquerdistas e outros não saibam que são de direita.

Aquilo que parece ser um mutualismo, ao longo do tempo se mostra um comensalismo danoso a nação. Aos indivíduos, uma proto cooperação bem conveniente que explica quase tudo nesse país.

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