O material biológico que foi furtado supostamente por uma professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estava armazenado em uma área de biossegurança nível três, o mais elevado atualmente no Brasil.
Os materiais pertenciam ao acervo do Laboratório de Virologia Animal da universidade, no interior paulista. A professora Soledad Palameta Miller foi presa em flagrante na segunda-feira (23), mas recebeu na tarde desta terça (24).
Durante as diligências, agentes encontraram parte das amostras em dois freezers instalados no prédio da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde a docente trabalhava. Outros itens teriam sido descartados nas proximidades de um refrigerador.
De acordo com as autoridades, as apurações indicam que a professora acessou diferentes laboratórios, em alguns casos com a ajuda de terceiros, já que não possuía autorização própria. O objetivo seria retirar, manipular e armazenar o material de maneira inadequada, desrespeitando normas técnicas de segurança. Entre os itens desviados estavam amostras virais e materiais biológicos, incluindo organismos geneticamente modificados (OGMs) e seus derivados.
Em comunicado oficial, a Unicamp informou que está colaborando com a investigação e adotando providências internas, como a abertura de uma sindicância para apurar o caso.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/Vídeo/TV Unicamp
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