O cheiro de terra molhada e o farfalhar das árvores marcam o fim da tarde nas avenidas largas do centro. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, 97,1% dos moradores vivem em ruas com pelo menos uma árvore, segundo o Censo 2022, o que coloca a capital do agronegócio sul-mato-grossense entre as cinco cidades mais arborizadas do Brasil.
Por que Dourados é a 5ª cidade mais arborizada do Brasil?
Porque o Censo 2022 apontou que 97,1% dos moradores vivem em vias públicas com pelo menos uma árvore, segundo a pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice mede a presença de vegetação nas ruas, não em quintais, e coloca Dourados à frente de cidades como Londrina e Araçatuba.
O resultado reforça uma tendência regional. O Mato Grosso do Sul é o estado com o maior índice de arborização urbana do país, com 92,5% da população vivendo em ruas com árvores. Veja como Dourados se posiciona no top 5 nacional:
| Posição | Cidade | Percentual |
|---|---|---|
| 1º | Birigui (SP) | 98,4% |
| 2º | Sertãozinho (SP) | 97,5% |
| 3º | São José do Rio Preto (SP) | 97,3% |
| 4º | Maringá (PR) | 97,2% |
| 5º | Dourados (MS) | 97,1% |
Vale a pena viver na capital do agronegócio sul-mato-grossense?
Vale para quem busca uma cidade média com economia forte, ruas verdes e baixa densidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Dourados ocupa 4.062 km², com população estimada em 264.017 habitantes em 2025 e PIB per capita de R$ 83.240,35.
É a segunda maior cidade do estado e o principal polo de serviços, comércio e educação superior do interior sul-mato-grossense, conforme a Prefeitura Municipal de Dourados. A presença da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e de outras instituições atrai estudantes e profissionais de várias regiões do Brasil.
Reconhecimento como destino turístico de Mato Grosso do Sul
Dourados foi classificada no nível Colher, o topo do Programa de Classificação Turística de Mato Grosso do Sul, conforme avaliação da Fundação de Turismo do estado divulgada pela prefeitura municipal. A cidade obteve pontuação máxima em sustentabilidade.
O município conta com 27 hotéis, mais de 2.240 leitos e estrutura turística consolidada para receber eventos do agronegócio, como a Expoagro. A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul também destaca a cidade como porta de entrada para roteiros do Pantanal e de Bonito.
O que fazer entre reservas árvores e cultura indígena?
O roteiro mistura natureza, patrimônio histórico e a forte herança indígena que dá identidade ao município. Quase todas as atrações ficam concentradas na zona urbana ou a poucos minutos do centro.
- Reserva Indígena de Dourados: única no mundo a reunir três etnias na mesma área, Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena, reconhecida como uma das maiores comunidades indígenas urbanas do Brasil.
- Parque Antenor Martins: área verde no coração da cidade com lago, pista de caminhada e ampla vegetação preservada.
- Reserva Champagnat: extensa área de preservação ambiental no centro de Dourados, com biodiversidade de flora e fauna.
- Usina Velha: construída em 1949 para gerar energia para a cidade e tombada como patrimônio histórico, hoje ponto de visitação.
- Museu Histórico de Dourados: acervo que conta a trajetória da Colônia Agrícola Nacional e o crescimento da cidade no século XX.
Quando é a melhor época para visitar a cidade verde do Centro-oeste?
O clima é tropical úmido, com verões quentes e chuvosos e invernos secos e amenos. A diferença entre as estações é nítida e influencia o tipo de passeio.
Fonte/Créditos: O Antagonista
Créditos (Imagem de capa): Essa cidade construída no meio do nada impressiona até quem vive em grandes capitais: onde 97,1% dos moradores vivem em ruas arborizadas // IMAGEM ILUSTRATIVA
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