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Quarta-feira, 13 de Maio 2026
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Notícias / Economia

Santa Casa da Misericórdia recebe herança de R$ 88 milhões e ganha fôlego para sair da crise financeira

Dinheiro liberado após batalha na Justiça deve ajudar a pagar dívidas e retomar serviços médicos

Santa Casa da Misericórdia recebe herança de R$ 88 milhões e ganha fôlego para sair da crise financeira
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A Santa Casa da Misericórdia do Rio, irmandade filantrópica criada em 1582 pelo padre jesuíta José de Anchieta, recebeu doação de R$ 88 milhões ao fim de uma disputa judicial que se arrastava havia cerca de três anos, como antecipou o blog de Ancelmo Gois. A fortuna — que inclui dinheiro, ações e imóveis em Brasília — estabelecida em testamento pelo advogado José Maria Valdetaro Vianna é o maior valor legado à instituição neste século. Segundo integrantes da irmandade, ele fez questão de destacar, no documento, o reconhecimento ao trabalho filantrópico desenvolvido pela entidade.

Servidor aposentado do Senado Federal e membro do Instituto dos Advogados do Distrito Federal, o benfeitor morreu em novembro de 2022, aos 91 anos. Divorciado, não deixou filhos.

Com o desfecho do espólio de Vianna, houve a liberação dos recursos. Uma ex-empregada doméstica entrou na Justiça para tentar o reconhecimento de união estável, o que poderia alterar a destinação da herança. A tese, no entanto, foi rejeitada, e a decisão tomada em Brasília há poucas semanas garantiu o cumprimento integral do testamento em favor da Santa Casa.

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— É a cereja do bolo de um trabalho de gestão de crise de cinco anos. Esse dinheiro veio na hora certa. Se fosse antes, poderia ter desaparecido no meio da dívida — celebrou Maurício Osthoff, mordomo jurídico da entidade, cargo equivalente ao de diretor.

Dívidas à espera de pagamento

A Santa Casa atravessa um processo de reestruturação após anos de crise. O passivo trabalhista, que já chegou a R$ 150 milhões, está próximo da metade, depois da venda de imóveis e de um plano de amortização. Ainda há débitos fiscais, estimados em cerca de R$ 300 milhões, e cíveis, que passam de R$ 500 milhões, diz o advogado. Metade da doação deve ser destinada à quitação de pendências na Justiça do Trabalho, prioritárias por estarem em fase de execução. O restante servirá para retomar áreas paradas, modernizar unidades e ampliar a rede hospitalar.

Fonte/Créditos: Extra

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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