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EUA revelam quais produtos do Brasil não pagariam a nova tarifa de 25%; veja quais

Proposta do governo americano prevê tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras, mas centenas de produtos, incluindo carne bovina, café verde, minério de ferro, petróleo e aeronaves, ficariam isentos da medida.

EUA revelam quais produtos do Brasil não pagariam a nova tarifa de 25%; veja quais
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O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) publicou nesta segunda-feira (1º) uma proposta para aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. A medida ainda não entrou em vigor e passará por consulta pública antes de uma decisão definitiva do governo americano.

Segundo o USTR, a proposta foi motivada por práticas brasileiras consideradas "injustas ou discriminatórias" em áreas como comércio digital, acordos comerciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e desmatamento ilegal.

Pela regra apresentada, todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos seriam taxados em 25%, exceto aqueles incluídos em uma extensa lista de exceções divulgada pelas autoridades americanas.

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O que os EUA criticam no Brasil

No relatório que acompanha a proposta, o governo americano cita seis principais pontos de preocupação:

  • Decisões judiciais relacionadas a plataformas digitais e questionamentos sobre o sistema Pix;
  • Tarifas consideradas mais vantajosas concedidas pelo Brasil a países como México e Índia;
  • Decisões judiciais que anularam provas da Operação Lava Jato;
  • Demora na análise e concessão de patentes;
  • Cobrança de tarifas sobre o etanol americano;
  • Falhas no combate ao desmatamento ilegal.

Produtos que ficariam isentos da tarifa

O anexo divulgado pelo USTR reúne centenas de produtos que permaneceriam livres da cobrança adicional.

Alimentos e agronegócio

Entre os produtos agropecuários isentos estão:

  • Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada;
  • Miúdos bovinos;
  • Carne salgada, seca ou defumada;
  • Tomate;
  • Chuchu;
  • Fruta-pão;
  • Brotos de bambu;
  • Cogumelos;
  • Shiitake;
  • Mandioca;
  • Batata-doce;
  • Taro;
  • Araruta.

Frutas e castanhas

Também permaneceriam livres da tarifa:

  • Abacaxi;
  • Abacate;
  • Manga;
  • Goiaba;
  • Mangostão;
  • Mamão;
  • Banana;
  • Coco;
  • Tamarindo;
  • Kiwi;
  • Durian;
  • Laranja;
  • Limão;
  • Castanha-do-pará;
  • Castanha de caju;
  • Macadâmia;
  • Pinhões.

Café, cacau e bebidas

A lista inclui:

  • Café não torrado (café verde);
  • Cascas e películas de café;
  • Extratos e essências de café;
  • Grãos de cacau;
  • Pasta de cacau;
  • Manteiga de cacau;
  • Pó de cacau;
  • Chá verde;
  • Chá preto;
  • Erva-mate.

Sucos e produtos processados

Estariam isentos:

  • Suco de laranja em categorias específicas;
  • Suco de limão concentrado;
  • Suco de abacaxi;
  • Suco de açaí;
  • Água de coco;
  • Preparações à base de açaí;
  • Geleias e doces de frutas.

Especiarias

A relação contempla:

  • Pimenta;
  • Baunilha;
  • Canela;
  • Cravo;
  • Noz-moscada;
  • Cardamomo;
  • Coentro;
  • Cominho;
  • Gengibre;
  • Açafrão;
  • Tomilho;
  • Louro;
  • Curry.

Mineração, petróleo e energia

Entre os itens protegidos da nova tarifa estão:

  • Minério de ferro;
  • Manganês;
  • Cobre;
  • Níquel;
  • Cobalto;
  • Alumínio;
  • Zinco;
  • Estanho;
  • Cromo;
  • Titânio;
  • Nióbio;
  • Tântalo;
  • Vanádio;
  • Prata;
  • Antimônio;
  • Terras raras como escândio, ítrio, lantânio e cério.

Também ficariam de fora:

  • Petróleo bruto;
  • Gás natural;
  • GLP;
  • Querosene;
  • Nafta;
  • Lubrificantes;
  • Parafina;
  • Energia elétrica.

Madeira, papel e celulose

A lista de exceções inclui:

  • Celulose;
  • Polpa de madeira;
  • Madeira serrada;
  • Madeira tropical;
  • Folhas de madeira;
  • Papel e papelão utilizados em aplicações industriais específicas.

Medicamentos e produtos farmacêuticos

A proposta exclui da tarifa:

  • Vacinas humanas e veterinárias;
  • Antibióticos;
  • Insulina;
  • Hormônios;
  • Corticoides;
  • Antissoros;
  • Plasma sanguíneo;
  • Produtos de terapia celular;
  • Diversos medicamentos;
  • Kits de diagnóstico.

Vitaminas isentas

  • Vitamina A;
  • Vitaminas do complexo B;
  • Vitamina C;
  • Vitamina E;
  • Ácido fólico;
  • Niacina.

Fertilizantes e produtos químicos

Entre os produtos protegidos estão:

  • Ureia;
  • Sulfato de amônio;
  • Nitrato de amônio;
  • Nitrato de sódio;
  • Cloreto de potássio;
  • Sulfato de potássio;
  • Superfosfatos.

Além desses itens, dezenas de compostos químicos industriais utilizados pelos setores farmacêutico, agrícola e tecnológico aparecem na lista de exceções.

Aeronaves e peças da indústria aeroespacial

Um dos setores mais beneficiados pelas isenções é o aeronáutico.

Ficariam livres da tarifa:

  • Aviões;
  • Helicópteros;
  • Drones;
  • Motores aeronáuticos;
  • Turbinas;
  • Hélices;
  • Trens de pouso;
  • Fuselagens;
  • Asas;
  • Instrumentos de navegação;
  • Caixas-pretas;
  • Radares;
  • Equipamentos eletrônicos de bordo;
  • Assentos;
  • Pneus para aeronaves;
  • Sistemas hidráulicos;
  • Sistemas elétricos.

Segundo o documento, praticamente toda a cadeia de fabricação e manutenção de aeronaves está contemplada.

Tecnologia e semicondutores

Também aparecem entre as exceções:

  • Computadores portáteis;
  • Processadores;
  • Memórias eletrônicas;
  • Unidades de armazenamento;
  • Circuitos integrados;
  • Semicondutores;
  • Diodos;
  • Transistores;
  • Equipamentos para fabricação de chips.

Ouro, prata e pedras preciosas

A proposta prevê isenção para:

  • Ouro;
  • Prata;
  • Platina;
  • Paládio;
  • Ródio;
  • Irídio;
  • Rutênio;
  • Pedras preciosas e semipreciosas brutas.

Quais produtos poderiam ser taxados

Os produtos que não aparecem na lista de exceções poderão ser alvo da tarifa adicional de 25%.

Entre os principais itens estão:

  • Açúcar;
  • Café torrado;
  • Automóveis;
  • Autopeças;
  • Calçados;
  • Roupas e tecidos;
  • Cosméticos;
  • Perfumes;
  • Produtos de higiene;
  • Cerveja;
  • Vinho;
  • Cachaça;
  • Móveis;
  • Brinquedos;
  • Artigos esportivos;
  • Produtos siderúrgicos comuns.

Próximos passos

O cronograma divulgado pelo governo americano prevê:

  • 22 de junho de 2026: prazo final para solicitar participação na audiência pública;
  • 1º de julho de 2026: prazo final para envio de comentários escritos;
  • 6 de julho de 2026: realização da audiência pública em Washington.

Após a conclusão da consulta pública, o Representante Comercial dos Estados Unidos decidirá se a tarifa de 25% será implementada integralmente, modificada ou cancelada. Até o momento, o governo brasileiro ainda não divulgou uma posição oficial sobre a proposta apresentada pelos Estados Unidos.

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