Os Estados Unidos intensificaram a pressão internacional contra a Rússia e convocaram países emergentes, como o Brasil, a se posicionarem firmemente em defesa da paz na Ucrânia. O presidente americano, Donald Trump, anunciou que poderá impor tarifas de até 100% contra o governo russo caso Moscou não avance rumo a um acordo de cessar-fogo nos próximos 50 dias.
A medida, que integra uma nova ofensiva econômica contra o regime de Vladimir Putin, mira também países que mantêm relações comerciais com a Rússia. O objetivo é claro: isolar o Kremlin e acelerar uma resolução para o conflito que já se arrasta há mais de dois anos e desestabiliza o equilíbrio global.
“Isso é significativo”, afirmou o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, à Fox News. “Se você está em Pequim, em Delhi ou no Brasil, e sabe que isso está chegando até você, pode querer ligar para Putin e dizer: 'Ei, amigo, ainda estamos comprando coisas de você, mas você precisa levar a sério essas negociações sobre o cessar-fogo ou um acordo de paz, caso contrário, seremos atingidos pelas sanções secundárias’”.
O recado foi direto: o mundo democrático espera que potências regionais como Brasil, Índia e China ajam com responsabilidade e se aliem ao esforço internacional pela estabilidade na Europa Oriental.
A Rússia, por sua vez, declarou por meio do porta-voz Dmitry Peskov que os termos de uma nova rodada de negociações estão em estudo. O Kremlin, no entanto, segue se opondo à entrada da Ucrânia na OTAN — exigência considerada inaceitável por boa parte do Ocidente.
Enquanto tenta conter a agressão russa, Trump também deixou claro que países omissos ou complacentes com Moscou não ficarão impunes. Na última quarta-feira (9), o republicano anunciou tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, em resposta à conduta do governo Lula, que segundo ele tem promovido instabilidade jurídica e perseguido adversários políticos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nova postura americana deixa claro que neutralidade seletiva terá custo. Para os EUA, o momento exige clareza moral e geopolítica. E países como o Brasil precisam decidir se estarão ao lado da paz e da ordem internacional — ou da conivência silenciosa com regimes autoritários.
Créditos (Imagem de capa): Mark Rutte (Foto: Lehtikuva/Antti Aimo-Koivisto via Reuters)