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Quarta-feira, 22 de Julho 2026
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Lula repete sugestão absurda de enforcamento contra Flávio Bolsonaro em convenção do PDT

Lula volta a sugerir enforcamento de traidores mirando Flávio Bolsonaro em convenção do PDT que oficializou apoio à sua reeleição

Lula repete sugestão absurda de enforcamento contra Flávio Bolsonaro em convenção do PDT
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Pela segunda vez, presidente usa linguagem violenta contra adversário político em evento partidário

Em um episódio que escancara o nível de deterioração do discurso presidencial, Lula voltou a sugerir publicamente o enforcamento de “traidores” — mirando, mais uma vez, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração, feita durante a convenção do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Brasília nesta segunda-feira, 21, repete uma fala já objeto de notícia-crime no Supremo Tribunal Federal.

É no mínimo alarmante que o chefe de Estado de uma democracia recorra, de forma reiterada, a alusões a execuções sumárias para atacar adversários. O tom não é apenas desproporcional: beira a irresponsabilidade institucional.

O que Lula disse na convenção do PDT

Discursando na sede do PDT em Brasília, o presidente afirmou que “antigamente traidor era enforcado”. Sem citar nomes diretamente, Lula atacou brasileiros que viajam aos Estados Unidos para, segundo ele, defender medidas contrárias ao Brasil. “Hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos impor punição ao Brasil”, declarou.

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Na sequência, o presidente atribuiu a Flávio Bolsonaro, sem apresentar qualquer prova, a responsabilidade pelo tarifaço de 25% imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A acusação, lançada sem embasamento, foi usada como munição retórica para justificar a linguagem violenta do discurso.

Erro histórico que se repete

Esta foi a segunda vez que Lula usou a metáfora do enforcamento para atacar um membro da família Bolsonaro. Em junho, o presidente já havia feito declaração semelhante, mas cometeu um erro histórico crasso: afirmou que a Coroa portuguesa enforcou Joaquim Silvério dos Reis. Na realidade, quem foi executado na forca, em 1792, foi Tiradentes — o próprio mártir da Inconfidência Mineira. Silvério dos Reis foi apenas o delator do movimento.

A insistência em usar uma referência histórica que nem sequer domina revela tanto a imprudência das palavras quanto a superficialidade do argumento.

Provocação ao secretário de Estado dos EUA

Além de mirar FlávioLula também provocou o secretário de Estado americano, Marco Rubio. “Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, afirmou o presidente.

Lula ainda declarou, também sem provas, que “não temos o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo voltem a pensar em governar este país”. Segundo ele, “o valor do que significa a democracia para o povo brasileiro” é “sagrado”. A ironia de invocar democracia enquanto sugere enforcamento de adversários parece escapar completamente ao presidente.

Notícia-crime no STF

Após a primeira declaração, em junho, Flávio Bolsonaro já havia apresentado uma notícia-crime ao STF contra o presidente. Na petição, o senador sustenta que Lula incentivou apoiadores a cometer homicídio contra ele ao relacioná-lo a “traidores da pátria” e fazer menção explícita a enforcamento. Com a reincidência do discurso, a pressão jurídica sobre o presidente tende a crescer.

PDT oficializa apoio à reeleição

O evento que serviu de palco para as declarações controversas tinha como objetivo central oficializar o apoio do PDT à pré-candidatura de Lula à reeleição. O partido foi o primeiro a formalizar essa posição. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, declarou que “PDT não falta” e que “votamos Lula, votamos 13”.

Cenário eleitoral acirrado

Uma pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 21, revela empate técnico no cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O dado ajuda a explicar a agressividade crescente do presidente contra o senador — mas de forma alguma justifica o recurso a linguagem que evoca violência física contra um adversário político.

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Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): . (Foto: Diário do Poder).

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