Nesta terça-feira (14), durante sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes fez referência ao relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que pede o indiciamento de integrantes da Corte. Em seu discurso, o magistrado falou que adora “ser desafiado” e que se diverte”.
De acordo com a Gilmar, o plenário do Supremo deve avaliar o alcance de investigações realizadas por CPIs.
– Eu, como sabem, adoro ser desafiado. Lá no meu Mato Grosso, as pessoas dizem: ‘Não me convide para dançar porque eu posso aceitar’. Adoro ser desafiado. Me divirto com isso. Mas outros se acoelham, tem medo. E assombração, também dizemos no interior, aparece para quem acredita nisso. É preciso que a gente esteja atento, inclusive para dizer para aqueles que têm medo de assombração, que eles não existem, que são fantasmas, que não amedrontam, que são fantoches – afirmou.
O ministro também disse que o relatório traz lembranças da extinta operação Lava Jato.
– Tem um quê de lavajatismo. E todos sabem que lavajatismo não rima com coisa boa. Nessas tentativas de emparedar o Poder Judiciário. Uma tentativa de manietar juízes independentes. Lavajatismo lembra Moro, Dallagnol, lembra Janot, de triste memória – apontou.
Na mesma sessão, o ministro Dias Toffoli também comentou o relatório. Ele foi um dos citados no parecer do relator do colegiado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
– Não podemos deixar de cassar eleitoralmente aqueles que atacaram as instituições para conquistar votos – apontou.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: Rosinei Coutinho/STF
Comentários: