O golpista italiano Salvatore Garau, vendeu uma “escultura invisível” por R$ 87 mil em 2021. A “obra”, que consiste em um espaço vazio de 1,5 por 1,5 metro, foi adquirida por um comprador que recebeu apenas um certificado como comprovação da compra, existindo apenas na imaginação do estelionatário.
Veículos de imprensa, como O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão etc e outlets internacionais, como CNN e BBC, noticiaram o caso, tratando Garau como “artista” e destacando a transação em seções culturais, em vez de páginas policiais. A relativização do conceito de arte pode facilitar práticas como lavagem de dinheiro, envolvendo atividades ilícitas, como tráfico de drogas, crimes de colarinho branco e até terrorismo, além de causar danos intelectuais e morais nas gerações que crescem acreditando que isso seja elevado à categoria de “obra de arte”. Afinal, se tudo pode ser considerado arte, o termo perde significado, o que foi explorado pelo escroque, pois ele descreveu a “obra” como “feita de ar e espírito”, afirmando que “o nada também é arte”, em um verdadeiro deboche.
A fraude, acompanhada de um certificado registrado sob o número IM5, foi catalogada como “escultura imaterial” com “dimensões variáveis”, aproximadamente 200 x 200 cm, e destinada a um espaço livre de obstáculos. A “peça”, oriunda de uma coleção particular em Milão, teve valor estimado entre 12 e 16 mil euros.
Fonte/Créditos: Vitorio Boccafoli
Créditos (Imagem de capa): Routers
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