Antes de 1986, a rivalidade entre Inglaterra e Argentina já era intensa, mas tinha origem quase exclusivamente no futebol.
O principal marco foi a Copa do Mundo de 1966, nas quartas de final, em Wembley. A Inglaterra venceu por 1 a 0, mas o jogo ficou marcado pela expulsão do capitão argentino Antonio Rattín, em uma decisão extremamente controversa., para falar o mínimo.
O árbitro alemão Rudolf Kreitlein alegou “violência verbal”, embora não falasse espanhol e Rattín não falasse alemão.
O argentino se recusou a deixar o campo por vários minutos e, ao sair, parou diante da bandeira britânica que enfeitava o escanteio e a tocou de forma desafiadora, para ser elegante. Mas a história conhecida é que ele a segurou e deu uma cusparada.
Depois da partida, o técnico inglês Alf Ramsey proibiu seus jogadores de trocarem camisas com os argentinos e os chamou de “animais”, o que aumentou ainda mais o ressentimento entre os dois países.
A rivalidade ganhou uma dimensão política somente após a Guerra das Malvinas/Falklands, em 1982.
Assim, quando as seleções voltaram a se enfrentar na Copa de 1986, o contexto era muito mais profundo, transformando os gols de Maradona — a “Mão de Deus” e o “Gol do Século” — em um dos capítulos mais simbólicos da história do futebol.
Sobre a imagem, há um detalhe importante: não existe um registro confiável de Antonio Rattín cuspindo na bandeira inglesa. O episódio documentado é que ele tocou e sacudiu o bandeirinho de escanteio que trazia a Union Jack (bandeira britânica) em sinal de protesto.
Muitas publicações na internet confundem ou exageram esse fato.
Você pode ver imagens históricas do episódio nestes na internet:
- Wikimedia Commons – Antonio Rattín sendo expulso em 1966
- Wikimedia Commons – Rattín após a expulsão
- El Gráfico – o episódio do bandeirinho inglês em 1966
Esses registros mostram o momento que deu origem a uma das maiores rivalidades da história das Copas do Mundo.
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