Pequeno comentário sobre o vexame dessa Copa:
Sim, trata-se de um vexame perder para a Noruega. O simpático time do gigante Haaland deveria ter sido facilmente defenestrado por um Brasil criativo, muito superior e que gosta de jogar futebol em cada esquina. Mas esse Brasil não entrou em campo. Talvez nem exista mais, quem sabe?
Hoje os jogadores são milionários preocupados com marketing, manicure e a cor da chuteira. E o cabelo, claro, muitas vezes emulando as marcações do narco-tráfico para cópia posterior da nossa tenra juventude, quando começa o processo de degradação e ruína do potencial humano. Esse Brasil não deveria gerar maiores expectativas de toda forma.
Um time costuma ter um ou dois craques. No caso dessa Copa, o nome foi o do mimizento Vini Jr. Nunca ouvi tanto a palavra protagonista usada de forma bizarramente errada como nas transmissões tenebrosas dessa Copa. Soube que a Samsung vai lançar um modelo especial para o Brasil na próxima edição, sem alto-falantes. Vai ser um sucesso!
Mas, voltando ao ator dramático Vini, o que se percebe é que um time que tem semelhante figura humana como estrela não pode estar destinado à glória. O cara acerta algumas e faz alguns lances bonitos mas esse tipo de prestidigitação não costuma gerar grandes resultados nem estimula o time a ser o que costuma vencer, que é exatamente ser um time. Uma liderança DEI, como brincamos durante os últimos sofrimentos, ou jogos.
O estilo ruim do sujeito tinha eco na reclamação do outrinho, que se indignou porque a Fifa não perguntou a ele se o calendário combinava com as suas férias. A audácia dessa elite branca!
Enquanto um líder se caracterizava pelo mimimi, o líder do outro lado atropelava seus adversários com vigor. E com efetividade. No futebol, não se perde gols feitos impunemente. E pênalti, convenhamos, é um gol feito. Foi lá bater um desconhecido porque o "líder" não tinha o que era necessário.
Perdemos, então. Lamentável, triste, mas nunca surpreendente. Ganhar uma Copa com esse time, com esse espírito, isso sim, seria surpreendente.
Por outro lado, a derrota se adequa à situação do Brasil. Sofrendo uma ditadura sinistra, com instituições tão podres quanto as nossas, seria a vitória um prêmio imerecido.
De minha parte, lamentei por um minuto inteiro e fui abrir outra cerveja. Agora torcerei por Portugal e pelos americanos. Estes últimos, particularmente, são merecedores de aplausos. E usariam bem a alegria de uma vitória. Aliás, se os republicanos mantiverem a loucura da esquerda longe do poder por mais alguns anos o Brasil se beneficiará muito mais que a alegria de uma estrelinha a mais na camisa.
Nesse momento, enquanto o povo chora essa derrota, gente graúda, que conheceu fugazmente o braço da lei na Lava-jato agora olha por cima dos ombros temendo que os americanos desfiem o novelo de relações espúrias dessa elite com o crime organizado. E o novelo já se encontra, seguramente, desfiado e organizado para ações que deverão efetivamente enfraquecer a bandidagem brasileira. Sem relação com o Congresso mais conservador da história, claro. Tudo ação externa, como só poderia ser mesmo.
Perdemos, e isso não faz grande diferença. Seria bom se pudéssemos extrair dessa pequena dor algum aprendizado mas duvido. A evolução existe mas é lenta e seguirá lenta. Enquanto isso, sofrimento aqui dentro e esperança de justiça vinda de fora.
Há motivo de sobra para esperança e mesmo gratidão mas todos estão fora do meio político-partidário. Poucos tiram a cabeça dessa caixa para olhar ao redor. Ainda assim, eventualmente venceremos. E essa vitória, sim, será relevante.
Adeus, Brasil na Copa.
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se