Este nosso humano mundinho é uma diabólica mentira.
Calcado, pois, sobre a cálida, etérea e deífica matriz.
Orbitando-a num afã e num acinte de poder e protagonismo.
Parasitando-a.
Conspurcando-a.
Desvirtuando-a.
Transformando-a num insano embuste, numa ode ao padecimento e macabra inautenticidade.
DEUS não criou, nem nada tem que ver com este maléfico sistema civilizacional e societário em que estais enredados, e que aqui se alapou, primeiro, para se sobrepor depois...
Ainda não vos parece óbvio?
O sinal mais inegável é que neste lugar sequestrado e corrompido as coisas são destruídas, perecem e se decompõem.
No Reino Divino existe apenas criação, graça e perenidade.
Nele tudo é impoluto, imutável, perfeito e imperecível.
Nele não há finitude.
Só emanação.
Mas aqui, neste mundus putridus, pejado de negatividade e hediondez, tudo desmorona.
Guerras arrasam cidades e comunidades inteiras, edificações - literal e conotativamente - desabam, tragédias pululam, acidentes grassam, fatalidades proliferam, pessoas matam-se e se matam umas às outras, corpos apodrecem, a beleza se desvanece, tudo vira escombros, ossadas, fedor, pó e cinza.
A marca de uma criação a prazo...
Irreal em sua mais profunda essência...
Uma recriação, portanto, transmutada, manietada & sabotada.
Éreis para não serdes deste mundo, pois que sois consciência divina fracionada em templo corporificado.
Viestes em modo de experimento missionário...
Como avatares portando a deífica centelha acabastes, no entanto, por vos ver enredados num sistema antropo-distópico constritor, agrilhoante e danado ministrado e administrado por demônios.
O Hino da Pérola (também chamado de Hino da Alma ou Hino da Veste de Glória, um comovente relato da peregrinação da alma que culmina com a sua salvação) canta e entoa tudo isto em jeito de metáfora, parábola e analogia:
“Vós sois Príncipes do Além (do Reino da Luz e da Unidade), filhos do Rei (Deus).
Vós fostes enviados numa missão a um certo e determinado lugar (este caído mundo físico) para recuperar uma pérola (a vossa gnose, a vossa consciência e alma) de um terrível dragão (vosso autofágico ego e ilusório livre-arbítrio).
Mas, ao ali chegardes, o povo de lá ofereceu-vos o “alimento do esquecimento” (os prazeres, fetiches e engodos sensoriais).
Comestes, refastelastes vos e esquecestes de quem eras, e o que ali fostes fazer.
Esquecestes da missão, da vossa nobreza e reino, e caístes em um sono profundo (alienação, dissonância, desmemoriação e idiotice)”…
Qual a pujante mensagem, portanto, que no dito conto se quer passar?
Que a jornada aqui passará, então, e unicamente, por despertar “desse sono”.
De lembrardes que tereis que transcender o dragão (o ego) e resgatar a pérola (vossa própria divindade) para retornar à Origem.
Se vos serve de consolo, em um caminho mais decaído e sombrio ainda, há que dizê-lo, e por mais paradoxal que vos possa parecer, estarão as oligarquias dominantes que edificaram e, desde então, controlam esta aprisionada realidade.
Se vós sois os Príncipes que se esqueceram de assim sê-lo, a plutocracia (as trevosas elites que só perseguem riqueza, luxúria e poder) serão os prisioneiros da mais alta patente que se acham e se convenceram de que serão perpétuos Diretores & Senhores do Engenho.
Masters & Puppets, tão só, de uma prisão que a todo o tempo confundem com um palácio.
Ainda que tudo aponte e vos levai a uma atroz inelutabilidade, e compreensível exaurimento, os desgraçados não passam de tiranos da vez em toda a jornada do Herói que se preze e que precisaria ser levada a cabo por cada um de vós…
Vós, como fagulhas de Luz em humano templo, tereis sempre um lar para onde retornar.
Vossa falsa identidade e ilusória liberdade neste lugar são apenas “trapos imundos” a serem descartados.
Sois eternos!
Sim, crede, vossa alma é imperecível!
Portanto, todo e qualquer sofrimento a que, porventura, podereis estar exposto ou vos ser infligido será sempre temporário, superado e, a jusante, desprezível e insignificante.
Mas, e as potestades?
Seu tirano papel e ímpia condição são tudo o que elas possuem.
É por isso que enfrentam um afã dilacerante pela alma alheia, da qual se alimentam, alavancam e perduram, onde o verdadeiro Deus, a Unidade Frequencial e Harmônica que eles renegaram, e contra a qual se rebelaram e fraturaram, despedaçará o núcleo da quimérica identidade que construíram e aqui com toda a sua anti-força impuseram.
Ecoando de uma forma mais cristalina:
Para vós, o despertar será o livramento;
Para eles, a aniquilação completa.
Eco
Fonte/Créditos: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™
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