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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
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O Dinheirismo que Corrói a Alma Brasileira: Olavo Tinha Razão!

Enquanto Escândalos Financeiros no STF Chocam a Nação, Abusos Éticos e Prisões Injustas São Esquecidos – O Bolso Sempre Fala Mais Alto que a Moral

O Dinheirismo que Corrói a Alma Brasileira: Olavo Tinha Razão!
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Olavo de Carvalho, com sua visão afiada e muitas vezes incômoda, acertou em cheio ao diagnosticar o "dinheirismo" como o traço dominante da alma brasileira. Ele repetia que o povo daqui só reconhece dois valores fundamentais: o dinheiro e a saúde. Liberdade, dignidade humana, moralidade? Esses são conceitos abstratos, distantes, que não tocam o bolso nem ameaçam a sobrevivência imediata. E veja só: nos dias de hoje, em março de 2026, o que está escandalizando a nação e boa parte da opinião pública? As ligações escabrosas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o caso do Banco Master, a suspeita de um poço de corrupção pesada, da pior espécie, envolvendo fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e intimidações. 

Mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, contratos milionários com o escritório da esposa de Moraes (R$ 129 milhões em três anos!), viagens de Dias Toffoli com advogados do banco e decisões monocráticas que cheiram a favorecimento, rodas de wisk a peso de ouro com autoridades de vários setores do sistema penal brasileiro – tudo isso explode como uma bomba porque mexe diretamente com o dinheiro público e privado, revelando uma rede de interesses financeiros podres no coração do Judiciário.

Olavo tinha razão absoluta. Enquanto esses escândalos financeiros agitam as redes sociais, a imprensa e até repercutem internacionalmente – fragilizando o STF como instituição, como admitem até ministros da Corte –, onde estava essa mesma indignação coletiva quando o STF atropelava valores jurídicos, éticos e morais nos últimos anos? Desde o governo Bolsonaro, vimos uma sequência de abusos: decisões arbitrárias que interferiam no Executivo, censura prévia a vozes dissidentes, inquéritos intermináveis sem base legal clara. Culminou no triste caso do 8 de janeiro de 2023, com a prisão injusta de milhares de inocentes – cidadãos comuns rotulados como "golpistas" sem provas concretas, submetidos a condições degradantes, e até o ex-presidente Jair Bolsonaro, perseguido politicamente sem o devido processo. Esses atropelos à liberdade, à presunção de inocência e aos direitos humanos fundamentais não escandalizaram as pessoas que agora posam de escandalizadas. Por quê? Porque além de estar sendo com o outro, com aqueles que eram tidos e havidos como "fascistas", não envolviam o "dinheiro na cueca", não ameaçavam o bolso diretamente. Era "apenas" a erosão da democracia, da moral pública, coisas intangíveis que Olavo dizia que o brasileiro ignora, embotando sua inteligência em nome do imediatismo material.

Eu mesmo, como autor deste texto, já alertava a quem acompanha o Jornal da Manhã no TPEP e a pessoas mais próximas que, na minha visão, os Estados Unidos pegariam os infratores e os responsáveis por todos os desmandos cometidos recentemente no Brasil – não pela questão ética, de direitos humanos ou justiça abstrata, mas pelo "batom na cueca" do "crime comum", que faz o povo se escandalizar de fato: a corrupção financeira explícita, os esquemas bilionários que cruzam fronteiras e tocam interesses econômicos globais. Portanto, a Magnitsky Act, com suas sanções por violações de direitos humanos, pareceu até injusta para os que compram os discursos enviezados de jornalistas do sistema, mas que agora despertam diante da revelação dos fatos (inclusive que jornalistas estavam no bolso do mesmo banqueiro corrupto). Aqueles que ignoraram as prisões políticas e os abusos éticos só acordam quando o dinheiro sujo vem à tona, provando mais uma vez que Olavo não errava: o brasileiro só se move quando o bolso dói.

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