Aguarde, carregando...

Domingo, 26 de Abril 2026
MENU
Colunas / Geral

O Brasil o 07/09 e a reforma pouco falada

O Brasil é conservador. O brasileiro age e reage, na maioria das vezes, de um modo nada conservador.

O Brasil o 07/09 e a reforma pouco falada
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Brasil é um país conservador. O povo brasileiro é conservador em sua maioria absoluta. Quem duvida disso?

O dia 07/09 de 2022 se aproxima e milhões de brasileiros desse grupo descrito acima, incansáveis diga-se de passagem, estarão mais uma vez nas ruas por todo país e, até no exterior, para fazer algo que vai além da celebração dos 200 anos da nossa independência. 

Quem na sua infância e adolescência, nas salas de aula de suas vidas, não aprendeu com os comentários de professores de história ou geografia que o Brasil "ganhou sua independência" como uma grande teatro das elites e o povo brasileiro, é como é, por conta de "nunca ter lutado bravamente para ter essa conquista verdadeiramente", como acontecera nos EUA, nos países de América Espanhola. Com sangue, suor e lágrimas (uma revoluçãozinha básica pra agradar a alma revolucionária deles).

Noves fora a veracidade dessa questão dita e repetida por quase todo professor esquerdista,  no momento atual do Brasil, o povo vai no 07/09 muito mais preocupado com a realidade ditatorial e totalitária que avança pelo país do que, efetivamente, celebrar algo que, verdadeiramente, nunca celebrou.

Quem é do Rio, como eu sou, geralmente assistiu uma vez o desfile (quando assistiu). Geralmente se assistia, quando criança, para ver o tanque, o canhão, os cavalinhos e os soldados com roupas guerra ou gala.  Com a espada feita de jornal enrolado na mão e o chapeuzinho de papel.

Mas para as gerações seguintes e para quem já tinha assistido, passou a ser um feriado de praia, churrasco e futebol, se desse aquele solzão. É bom dizer, não há pecado nenhum nisso. Afinal, até pouco tempo, o país "ia mal, mas ia bem". Cegados pela ignorância, todos nós íamos levando a nossa "nada mole vida" numa moleza sem fim. Principalmente se comparada aos dias atuais. Não está fácil o que estamos vivendo.

Tínhamos os problemas da vez. Quem é da minha geração, final dos anos 1970, foi crescendo e vendo o problema da inflação. Depois, a tal da violência que crescia e assustava, desordem urbana acelerada promovida por políticos que diziam "favela não é problema, é soluçao". Mas o país foi caminhando numa imposição de inversão de valores junto a um progresso material irreal. Nada de crescimento, mas o povo tinha conquistas! (Migalhas).

Primeiro se sofria para ter um telefone. Depois sofreu-se para ter um telefone celular. Era um país que começou a conhecer carros importados e (quase) abandonar as "carroças" (nunca se abandonou). Num país que "evoluía", que tinha seus problemas, mas olha que luxo pra quem viveu os finais dos anos 70 e o início dos 80. Abastecer o carro nos finais de semana já não era mais problema! E por aí vai. Estava tudo errado, mas se dizia que estava tudo se acertando. E acreditávamos.

Um Brasil, para muitos de nós, que mesmo com os problemas, seguia e "evoluía" como uma Democracia em crescimento e com a liberdade garantida (só que não). E ai daquele que desse o azar de ter o Estado ou poderosos pela frente. Sofria sozinho, gritava para ninguém.

Esse era o "o nosso Brasilzão de meu Deus" que tínhamos. E não fazia muito sentido, dentro do caldo cultural planejado pela esquerda, celebrar nada no 07/09. Era o feriado da independência como era um feriado de dia santo. Algo desconectado dos então "dias atuais". Era mais uma data para um povo que já não ligava mais para a santidade dos feriado religiosos ou a importância das datas históricas. Afinal, uma independência tratada como, para usar uma expressão de hoje, "fake news", por nossos mestres em sala de aula, não passava mesmo de um desfile militar enfadonho. Além de ser algo completamente "démodée".

O tempo passou, o "caldo entornou" (literalmente sobre nossas cabeças) e, ao despertarmos, nos deparamos com esse "globocomunofascismo" que muita gente sequer sabe ou compreende o que significa, nos fazendo de frango de granja. Determinando o que podemos e não podemos, o que devemos e não devemos, instaurando em nossas vidas um "1984" que, se olharmos atentamente, começou por aqui lá pelos idos de 1984 mesmo. Um grande teatro das elites políticas e intelectuais, somada aos interesses de grandes grupos que nos guiou como cordeirinhos para onde sempre quiseram.

Assim como no "Revolução dos Bichos", bichos não faltam para determinar o que fomos, o que somos e o que poderemos ser, além de determinar os porcos que nos comandam. E aí temos o ponto que gostaria de abordar. O que queremos ser?

Não vou me meter a besta e fazer um estudo antropológico do brasileiro, vou apenas falar sobre aquilo que o brasileiro é. Que eu, você ou qualquer um honestamente intelectual percebe que ele é.

O brasileiro quer a mudança. O brasileiro que entende de política, novela, futebol e tudo mais que for assunto do momento, "é campeão" em ter a receita daquilo que alguém precisa fazer para solucionar tudo.

E na nossa situação, apesar de irmos às ruas, o brasileiro vai para que "fulano" faça isso ou "ciclano' faça aquilo e etc. O que não está de todo errado, afinal, há coisas que competem de fato a quem tem competência (e se faz necessário ser redundante) para fazê-lo. Todavia, no seu dia-a-dia, fora da manifestação, o que o brasileiro faz para mudar?

Esse texto é reflexivo, não é "lição de moral". Até por que eu sou mais um que estou nesse barco, apesar dos meus esforços (e cada um sabe quanto pesa a sua cruz) para mudar isso. Quem de nós está fazendo a sua "reforma íntima"?

Mudar não é simples. Tampouco fácil. Reconhecer-mos dentro de nós nossas características que precisam ser melhoradas, é dificílimo. E o brasileiro age e reage, na maioria das vezes, de um modo nada conservador.

Quem de nós, na nossa vida real se vê como vítima de algo?

Quem de nós, na nossa vida real, não coloca a culpa no outro ou em algum fator externo?

Quem de nós não espera e quer que alguém resolva aquilo para o qual estamos dando solução?

O Estado, o político, a mídia, o empresariado... pois é, quando damos vazão a essa forma nossa de agir e reagir, de raciocinar passionalmente sobre assuntos, nos pegamos esbravejando coisas que, se buscarmos dar uma visão mais ampla, ou aprofundada, ou então se um terceiro vier com uma outra visão completamente diferente sobre o assunto e, se nós formos sufucientemente humildes para ouvir sem querermos provarmos que temos razão, então veremos que caímos mais uma vez no laço criado pelo caldo cultural de décadas entornado sobre nós.

A reforma íntima da qual falo é a de buscarmos a melhora intelectual. Melhorarmos na nossa forma de raciocinar e buscar evitar um "regair com o fígado" . Buscar mais a racionalidade e a análise mais ampla possível dos fatos. Irmos além: a reforma que nos propicie cobrarmos por uma honestidade intelectual conosco mesmos. E, por fim, uma reforma íntima que, talvez seja a principal. A espiritual mesmo. (sempre necessária em nossas vidas)

Boa parte da "direita conservadora" é religiosa. E muitos já ouviram de seus padres, pastores, rabinos, lideranças espirituais, a necessidade da reforma íntima e da mudança do "eu interior"

Se tínhamos esse desafio para nossa vida espiritual, que obviamente se reflete na nossa vida material, não tenhamos dúvidas de que essa mudança na forma de ver as relações sociais e políticas da nossa sociedade precisam ser abordadas em nós mesmos. Num processo constante de evolução.

Nosso eterno mestre Olavo de Carvalho deu o pontapé nisso. Como nós sempre precisamos de alguém para fazer algo por nós, ele fez. Botou todo mundo pra aprender a pensar. Agora é a vez de começarmos a fazer por nós mesmos.

A primeira aula do COF é uma aula com o exercício do "necrológico". Partindo da proposta de se analisar, mas o analisador fazendo o papel de um terceiro, de como alguém o vê, sugiro o seguinte: quem aí está pronto para fazer um "balanço" sobre o esquerdista que habita dentro de si proprio? Como um terceiro descreveria aquilo de esquerdista que você faz?

O Brasil precisa mudar e ser resgatado em seus valores para poder andaar para frente. Nós também precisamos evoluir. Conservar o que é bom e jogar fora o que é ruim e que permeeou nossas mentes por anos de engenharia social. Essa é a mudança, a evolução que precisamos para nós e para o nosso amado país.

Vamos celebrar os 200 anos da nossa Independência e vamos nos tornar independentes dessas características que nos impuseram sem que percebêssemos. Vamos à luta, patriotas.

 

Fonte/Créditos: Gustavo Reis

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR