Fora o relacionamento altruísta( familiar/ sentimental), temos o social(mais abrangente, entre amigos, vizinhos, etc..) e o comercial, onde a característica é de ser frio e despersonalizado. Todos, no entanto, não deixam de ser imprescindíveis para vivermos em sociedade urbana, demasiadamente urbana.
No caso das relações sociais, acabamos formando uma rede de relações estruturada, vasta e diversificada. Uma rede assim, por mais ampla que seja, porém, não nos dá a garantia de estarmos protegidos, amparados e seguros. Não é a quantidade de " amigos" que nos garante sequer a sensação de segurança, de pertencimento e fidelidade ao e do grupo. É a qualidade deles!
À medida que avançamos na vida, vamos aprendendo a valorizar a qualidade e não a quantidade nos relacionamentos sociais. Daí o fato, comprovadamente testado, de que à quantidade de anos que vamos acumulando, corresponde um decréscimo do número de relacionamentos e da própria necessidade deles, se é que me entendem.
Ademais, usamos o termo "amigo" de forma inapropriada, incluindo nesse rol quaisquer que, de uma forma ou de outra- de maneira constante ou fugaz e aleatória- tenha cruzado por nossos caminhos ao longo do tempo. Mesmo que em raras ocasiões. Sem maiores intimidades. Ou conexões.
Evite aborrecimentos. Não busque quantidade, mas qualidade quando o assunto for relações pessoais. Faz algum tempo que percebi que essa era a forma de viver melhor e mais levemente, e sem carregar o fardo( pesado), de perder tempo(precioso demais a esta altura da vida!), com gente vazia e desprovida de senso de interação e vivência conjunta.
Foi, essa - indubitavelmente - a mais sensata das minhas decisões dos últimos tempos. Acredite.
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