A cara de pau é uma especialidade do lado canhoto da política. O presidente francês, Emmanuel Marcron, ao falar sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, teve o disparate de afirmar que "não há justificativa" para o bombardeio de Israel contra "esses bebês, essas senhoras, esses idosos".
Pelo jeito, Macron se esqueceu o que motivou o conflito. "Portanto, não há razão para isso. Nenhuma legitimidade. Por isso, pedimos a Israel que pare", disse o presidente francês à BBC.
É claro que os comentários de Macron não foram bem recebidos por Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro israelense afirmou que Hamas é o culpado pelas baixas civis como resultado de seu ataque devastador no sul de Israel, em 7 de outubro.
Por falar nisso, será que o presidente francês viu as imagens de bebês assassinados, mulheres estupradas, famílias inteiras torturadas antes de morrerem?
É claro que nenhuma pessoa em sã consciência vai torcer para a morte de inocentes, não importa de que lado estejam. É uma questão de humanidade polpar indefesos. O fato é que os mesmos que dizem defender os palestinos não ousam dizer que essas pessoas são reféns do Hamas.
Macron segue a linha do presidente de Banânia, maior país da América Latina, que recentemente disse que não aceitará a ocupação de Israel em Gaza. "Pobre Macron" talvez esteja sofrendo de amnésia, assim como o presidente de Banânia. A vida de ambos não é fácil. Afinal, não dão conta dos problemas de seus respectivos países.
O primeiro não consegue controlar a multidão de muçulmanos que tomou o país europeu e por ora deixa os franceses ainda viverem lá. O outro não consegue conter o crime organizado que aterroriza os cidadãos de seu próprio país, mas não aceita ocupação de um país que está tentando proteger seu povo de terroristas.
A propósito, não foi Macron que durante o governo Bolsonaro disse chamou a Amazônia de "nossa casa" e disse que esta estava "queimando"?
Alguém avisa ele que a população de Manaus está sendo torturada com o fumacê da floresta queimando. As pessoas estão sofrendo com cansaço, falta de ar, ardência nos olhos, sob o silêncio de todos os lacradores do planeta, incluindo ele.
Enquanto o mestre fanfarrão francês afirma que discorda que o melhor jeito de Israel "se proteger é ter um grande bombardeio de Gaza", seu parceiro resolveria a guerra com uma cerveja numa mesa de bar.
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