A chocante morte do Clezão, que completou 2 anos, voltou a ser pauta e nos choca ainda mais diante das novas denúncias feitas por sua filha, Luiza, ao jornalista Alexandre Pittoli, da Auriverde.
Essas denúncias expõem ainda mais a perversidade e a crueldade atribuídas ao seu algoz.
Clezão precisava de tratamento médico, não teve acesso adequado e acabou morrendo.
Porém, o que teria acontecido entre sua prisão e sua morte é estarrecedor.
Quando Clezão adoeceu e precisou de medicamentos caros, a família com muita dificuldade, comprava os remédios e os entregava no presídio.
Agora, o Brasil fica chocado ao saber, segundo as denúncias, que esses remédios jamais teriam chegado às mãos do Clezão.
Deliberadamente o Estado e a Justiça, teriam negado a ele o direito de tomar seus remédios.
E piora!
Quando ele passava mal, alguns agentes penitenciários o acusavam de estar fingindo e o colocavam na solitária, conforme relatado pela família.
Clezão estava sob tutela do Estado quando teve um mal súbito durante o banho de sol. O socorro teria demorado cerca de 40 minutos — tempo fatal — e ele acabou falecendo.
Então a pergunta é inevitável:
Temos integrantes da Justiça e do sistema penitenciário que se consideram no direito de negar tratamento e socorro, levando um detento à morte?
Não existe mais direito ao mínimo atendimento médico dentro da prisão, mesmo quando a própria família custeia os medicamentos?
Quando digo que o sistema é podre, sem caráter e sem escrúpulo, não é que ele queira apenas uma foto do Bolsonaro indo para a Papuda. O que o sistema quer, ao agir “usando a lei”, é destruí-lo e estou longe de estar delirando.
Muitos juristas vêm apontando que as decisões autoritárias do topo, já estão impactando instâncias inferiores.
E no caso do Clezão surge um questionamento inevitável:
Os policiais penais que negaram os remédios e que o colocavam na solitária quando passava mal, faziam isso por conta própria, ou o diretor da penitenciária ordenava?
Se havia ordem, era dele mesmo ou ele estava “orientado” a fazer isso?
E, se estava orientado, por quem?
Partindo do princípio de que nenhum agente penitenciário foi punido por negar os remédios ao Clezão ou por colocá-lo na solitária enquanto adoecia, tudo indica que a ordem veio de cima.
Se a ordem veio de cima, há responsabilidade superior e, no mínimo, uma grave suspeita de premeditação, já que médicos teriam solicitado tratamento e receitado remédios, e nada disso chegou ao detento.
Quando se usa o método “Follow the Money”, encontra-se o chefão do crime.
Neste caso, nem precisaria, pois todos sabemos onde está.
Já no episódio da facada que o Adélio Bispo deu no Bolsonaro, o “Follow the Money” já encontrou um personagem bem conhecido. Porém, a blindagem impede que investigações avancem, numa clara tentativa de proteger o sistema, que tem nome e sobrenome.
Que tal começar por espremer o diretor do Presídio da Papuda, onde Clezão morreu?
Espremer quem teria mandado hackear Adélio Bispo. A denúncia feita pelo hacker Patrick Brito, aponta para Gilberto Kassab, presidente do PSD e atual secretário estadual de Governo e Relações Institucionais de São Paulo.
Adélio atacou o então candidato Jair Bolsonaro em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, numa tentativa evidente de matá-lo.
A Polícia Federal concluiu que Adélio era um “lobo solitário”.
Em junho de 2024, o hacker Patrick Brito, que está asilado na Sérvia, afirmou em entrevista à Auriverde, que hackeou Adélio em maio de 2018 a mando de Gilberto Kassab, com quem dizia ter um caso.
Após essas denúncias, Bolsonaro pediu ao secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, que investigasse o caso sem deixar que fosse parar na PF.
Mesmo com a promessa de Derrite, a investigação não avançou e, um ano depois, veio a público que o caso foi arquivado.
Espremer também o delegado Rivaldo Barbosa, acusado por Domingos Brazão de ser o idealizador do crime que matou Marielle Franco, assassinada em março de 2018.
Brazão afirma que Rivaldo teria ordenado que ele contratasse um matador.
Ou será que Rivaldo está servindo de boi de piranha, assim como Roni Lessa, suposto réu confesso, julgado e condenado — apenas para impedir que se chegue aos verdadeiros responsáveis, acima de ambos?
Quando nada é certo, quando só existem erros graves, quando leis são atropeladas e decisões arbitrárias surgem do nada, o ordenamento jurídico deixa de ser base.
Deixa de ser importante.
Juridicamente, o direito morreu.
Ligaram o botão do “f… geral”.
O sistema é fod@ e ainda vai morrer muito inocente.
Fonte/Créditos: Alexandre Pittoli - Auriverde
Créditos (Imagem de capa): Revista Oeste
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