Familiares meus, parentes, amigos, colegas, correligionários e leitores.
Peço-lhes licença para dar um aviso sério e importante. Mais uma vez de tantas estou avisando. Quantas vezes se fizerem necessárias, avisarei.
Muitos comunicadores, jornalistas e influenciadores de rede, costumam dizer que, os revolucionários marxistas, os inteiramente cooptados e os já engajados, em certos momentos, sentem medo. Eis um tremendo e perigoso equívoco.
O comunismo moderno é uma tradição de praticamente quatro séculos, inaugurada por Gerrard Winstanley, em 1648.
Com os iluministas e os positivistas, a doutrina se complementa com o materialismo naturalista (Espinoza). Engels e Marx acrescentam a (meta)física dos atomistas gregos (Demócrito e Leucipo), as éticas cínica (Diógenes) e epicúrea, de Epicuro de Samos. "Comunistas não sentem medo nem compaixão. Só calculam riscos, forças, vantagens e desvantagens." Não se arrependem. Não vivem o remorso nem o drama de consciência. Mas sabem fingir vivê-los, na aparência. São treinados no fingimento. (Lênin, Stálin e Trotsky).
Buscam o poder e o prazer. Evitam a dor e o sofrimento. Até o que sentem entre eles mesmos classificam de "razões sentimentais". Não vivem o amor. Alimentam amizades que só podem ser sustentadas pelo compromisso político-revolucionário.
São ataraxos, isto é, nada perturba suas almas. Nem mesmo o distanciamento “dos grandes dias da Revolução Completa", nem o fracasso de determinado processo revolucionário, em algum lugar do mundo, podem abalar suas convicções.
Uma pessoa só deixa de ser comunista se se converter ao cristianismo, se aderir verdadeiramente à doutrina político-econômica liberal e se passar a defender, com vigor, a Matriz Civilizacional Cristã.
Não acreditem em quem diz que os comunistas sentem medo, ou que não são capazes de cometer tal ou qual atrocidade. Mas fiquem à vontade os que quiserem seguir a tendência da patologização e psiquiatrização desta doutrina, ora em seu estágio mais avançado. Os objetivos das teses de Sigmund Freud são similares aos das teses de Friedrich Engels. Não por acaso temos a corrente freudomarxista.
Vivemos, em nossa Pátria e em boa parte do mundo, o triste horror do comunismo Perestróiko (reestruturado) e Glasnóstico (transparente). O socialismo para o século XXI.
Mikhail Gorbachev, como porta-voz do PCUS - Partido Comunista da União Soviética, em 1984, convocou os socialistas de todo o mundo para o seguinte:
"(...) dar ao socialismo uma nova qualidade, ou como se costuma dizer, um novo alento, e para isto é preciso levar a cabo uma renovação profunda de todos os aspectos da vida em sociedade, tanto os materiais como os espirituais, e revelar plenamente o caráter humanitário de nosso regime (...)."
E continua o marxengelsiano-leninista:
"(...) a Perestroika, entendida como uma continuação da Revolução de 1917 -- formulou como tarefa primordial o contínuo aprofundamento e o desenvolvimento da democracia socialista."
Socialistas e comunistas, a partir da década de 1980, seguiram (e ainda seguem), à risca, os comandos do PCUS. Firmaram a divisão internacional socialista do trabalho, levando todos os parques industriais para Ásia (as quatro modernizações chinesas); implantaram o ecossocialismo (ambientalismo radical) nos demais continentes; aparelharam o Mercosul, nosso direito de desenvolvimento econômico regional; fortaleceram grupos guerrilheiros socialistas junto do narcotráfico, fragilizando as juventudes de todo o continente sul-americano; emendaram nossas Constituições com normas em direção ao totalitarismo e ao Estado Plurinacional Socialista da Grande Pátria Livre da América Latina. Dominaram as universidades, as ciências da informação, a biblioteconomia, os meios e veículos de comunicação, as instituições de cultura e tradição etc.
Estejamos atentos. Os comunistas e socialistas não sentem medo, nem compaixão e muito menos remorso. Apenas calculam riscos, forças, vantagens e desvantagens. Avançam e recuam de acordo com as circunstâncias. Não se enganem e não se deixem enganar.
"Deus e a Pátria nos protejam". (Olavo Bilac).
Principais referências:
GORBACHEV, Mikhail. O socialismo em Desenvolvimento e a Perestroika. Em ----. Outubro e a Perestroika. A Revolução continua. Rio de Janeiro, Ed. Revan, 1987. p. 44-47.
OLIC, Nelson Bacic; CACEPA, Beatriz. Geopolítica da América Latina. São Paulo: Moderna, 2004.
Fotografia: Mikhail Gorbachev com a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher (1984/1985, imagem oficial).
Fonte/Créditos: Imagens oficiais de domínio público.
Créditos (Imagem de capa): Fotografia: Mikhail Gorbachev com a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher (1984/1985, imagem oficial)