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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Notícias / Brasil

Professor da UFRJ que atacou filha de Roberto Justus tenta justificar fala sobre "guilhotina", mas é desmentido por post antigo

Após atacar filha de Roberto Justus, ex-docente tenta justificar fala violenta — e é desmentido pelo próprio histórico nas redes.

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Marcos Dantas, professor da UFRJ, voltou ao centro de uma polêmica nas redes sociais nesta segunda-feira (8/7). Após ser criticado por atacar a filha de Roberto Justus, Dantas publicou um texto longo no X (antigo Twitter), marcando diretamente o empresário e tentando se justificar. No pronunciamento, além de minimizar o comentário sobre a menina, ele alegou que o uso da palavra “guilhotina” em outro contexto seria apenas uma metáfora.

A tentativa de recuo, no entanto, não durou muito. Pouco depois da publicação, o perfil @paulodetarsog divulgou capturas de tela que expõem uma contradição direta nas palavras de Dantas. Em um tweet de 31 de dezembro de 2019, o professor escreveu, de forma taxativa: “Só guilhotina. E não é metáfora.” A mensagem resgatada contradiz frontalmente a justificativa atual, acirrando ainda mais os ânimos.

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A postagem de @paulodetarsog, feita às 21h49, rapidamente viralizou e reacendeu debates sobre liberdade de expressão, responsabilidade digital e incitação à violência. Internautas acusaram o professor de hipocrisia, lembrando que, mesmo estando aposentado desde 2022, ele ainda carrega o peso de ter sido uma figura pública vinculada a uma instituição federal de ensino.

Em resposta à repercussão negativa, a UFRJ divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira. A universidade esclareceu que Marcos Dantas está aposentado há dois anos e que suas declarações nas redes sociais representam exclusivamente sua opinião pessoal. A instituição também reforçou seu repúdio a qualquer discurso que incite violência ou ataque indivíduos. A Escola de Comunicação (ECO-UFRJ), onde Dantas lecionava, endossou a manifestação da reitoria.

A escolha da palavra “guilhotina”, um símbolo da violência política durante a Revolução Francesa, não passou despercebida. Enquanto alguns defendem seu uso como metáfora histórica, muitos internautas interpretaram a fala de Dantas como uma ameaça explícita, ainda mais diante de sua declaração anterior negando qualquer sentido simbólico.

A reação nas redes foi imediata. Usuários ironizaram a suposta metáfora, perguntando se outros termos usados por Dantas, como “paredão”, também teriam sentido figurado. 

Até o momento, Marcos Dantas não voltou a se pronunciar oficialmente. O caso continua entre os assuntos mais comentados da noite e reforça os desafios do país em equilibrar liberdade de expressão com responsabilidade digital num ambiente cada vez mais polarizado e hiperconectado.

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