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Segunda-feira, 27 de Abril 2026
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PF concluiu que Carla Zambelli não coagiu e nem obstruiu justiça

Relatório enviado a Alexandre de Moraes conclui que declarações da deputada ficaram no campo da retórica e não tiveram efeito prático.

PF concluiu que Carla Zambelli não coagiu e nem obstruiu justiça
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A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) não chegou a praticar atos efetivos para coagir a Corte. A conclusão consta em relatório encaminhado na última sexta-feira (19), dentro do inquérito em que a parlamentar é investigada por coação no curso do processo e obstrução de investigação.

O inquérito foi aberto em junho, após Zambelli fugir para a Itália para escapar da condenação de dez anos de prisão imposta pelo STF pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. Moraes, relator do caso, havia apontado publicações da deputada nas redes sociais como indício de que ela poderia adotar o mesmo “modus operandi” atribuído ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente está nos Estados Unidos.

Segundo o relatório da PF, porém, as falas de Zambelli não se traduziram em ações práticas.
– “Embora a intenção de frustrar a aplicação da lei penal tenha sido verbalizada, o comportamento de Carla Zambelli não ultrapassou o campo da retórica, inexistindo prova de efetivo êxito na adoção de expedientes, contatos ou providências capazes de comprometer o regular andamento da ação penal” – diz o documento.

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Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir os próximos passos. Ele poderá arquivar o inquérito, solicitar novas diligências à PF ou encaminhar o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fuga e pedido de extradição

Zambelli, que tem dupla cidadania, deixou o Brasil em maio, após a condenação. De acordo com o processo, ela foi considerada a autora intelectual da invasão do sistema do CNJ, episódio em que o hacker Walter Delgatti — também condenado — afirmou ter agido a mando da deputada, emitindo um falso mandado de prisão contra Moraes.

Após a fuga, a parlamentar foi localizada na Itália. O governo brasileiro oficializou em 11 de junho o pedido de extradição, encaminhado ao governo italiano por meio do Itamaraty.

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