A médica Juliana Brasil dos Santos admitiu ter prescrito adrenalina de forma errada para Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, na sexta-feira (28), em um hospital de Manaus. A criança recebeu o remédio na veia, quando o correto seria por via inalatória.
Segundo o caso investigado, Benício recebeu 3 ml da medicação a cada 30 minutos, por três vezes, via intravenosa. Logo depois, o menino passou mal, sofreu seis paradas cardíacas e foi levado à UTI, onde morreu.
Mensagens que Juliana enviou ao diretor de plantão mostram que ela primeiro disse ter indicado “inalação”, mas depois admitiu que errou ao registrar a prescrição. Em “desespero”, a médica pediu ajuda e enviou uma foto do monitor cardíaco do menino.
No relatório entregue à direção, Juliana relatou ter orientado a mãe sobre as medicações e disse ter ficado surpresa por a equipe não ter conferido a via correta. Outro documento, da UTI Pediátrica, afirma que o menino chegou ao setor após a “administração errônea de adrenalina na veia”.
A técnica de enfermagem que aplicou a dose e a médica prestaram depoimento nesta sexta (28). A Polícia Civil trata o caso como homicídio doloso qualificado e aponta Juliana como principal suspeita.
O delegado Marcelo Martins pediu a prisão preventiva da médica ao considerar que ela assumiu o risco de matar a criança.
– Se permanecer em liberdade, ela pode voltar a atuar em outro hospital e colocar outras pessoas em risco. Se não verificou a prescrição de um menino de seis anos, quem garante que não fará isso de novo? – afirmou.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: Divulgação
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