A jornada nacional de alistamento convocada pelo regime de Nicolás Maduro neste fim de semana teve baixa adesão, segundo imagens e relatos divulgados pelo jornalista venezuelano Emmanuel Rincón. A mobilização, anunciada como resposta a pressão dos Estados Unidos, pretendia reunir milicianos em quartéis e praças públicas para reforçar a estrutura de defesa do chavismo.
No entanto, como mostrou Rincón em suas redes sociais, o comparecimento foi muito aquém do esperado, com locais de alistamento praticamente vazios. O jornalista ironizou a situação em tom contundente:
“Foi assim que se saiu o regime de Maduro em sua convocação para alistar milicianos que o defendam diante de uma intervenção. Se um exército de libertação entrar na Venezuela, nem os pais de Maduro e Padrino sairiam para defendê-los.”
A referência a “Padrino” é ao ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, chamado por opositores de “Disociado” em tom de deboche.
A convocação oficial previa a mobilização de 4,5 milhões de milicianos, mas a resposta popular fraca é mais um indicativo do esvaziamento da base social chavista. Analistas apontam que o episódio reforça a percepção de que Maduro está cada vez mais isolado, mesmo entre antigos apoiadores.