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Itália autoriza extradição de chinês acusado pelos EUA de roubar pesquisas sobre vacinas da Covid-19

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Itália autoriza extradição de chinês acusado pelos EUA de roubar pesquisas sobre vacinas da Covid-19
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O governo italiano decidiu extraditar um cidadão chinês procurado pelas autoridades dos Estados Unidos por acusações de crimes cibernéticos, incluindo o roubo de pesquisas médicas sobre a covid-19, informou à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto.
A decisão, divulgada inicialmente pelo veículo Bloomberg, segue uma sentença de um tribunal italiano no início deste mês, que autorizou a extradição de Xu Zewei. Um representante do governo italiano se recusou a comentar o caso. Já o advogado de Xu, Enrico Giarda, afirmou à Reuters que seu cliente ainda não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre o andamento do processo.
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Xu foi preso em Milão no dia 3 de julho de 2024, a pedido das autoridades americanas, que o acusam de fraude eletrônica e roubo de identidade qualificado por seu suposto envolvimento em ataques de pirataria informática ocorridos entre fevereiro de 2020 e junho de 2021.
Logo após a prisão, a defesa de Xu alegou que seu cliente havia sido vítima de um erro de identidade e negou qualquer envolvimento com as atividades criminosas atribuídas a ele.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) sustenta que Xu invadiu sistemas e roubou pesquisas cruciais sobre a covid-19 a mando do governo chinês.
De acordo com a acusação americana, Xu fazia parte de uma equipe de especialistas em segurança cibernética que, em 2020, teve como alvo universidades, imunologistas e virologistas sediados nos EUA que realizavam pesquisas sobre vacinas, tratamentos e testes para a covid-19.
O DOJ também alega que, em 2021, Xu integrou um grupo de ciberespionagem conhecido como Hafnium, responsável por infiltrar-se em milhares de computadores em todo o mundo, inclusive em território americano.
O caso ocorre em meio a tensões crescentes entre Estados Unidos e China no campo da segurança cibernética e da propriedade intelectual. Washington acusa Pequim repetidamente de conduzir operações de espionagem digital para obter vantagens tecnológicas, científicas e econômicas.
Por sua vez, a China nega sistematicamente envolvimento em ataques cibernéticos e classifica as acusações americanas como “infundadas” e “politizadas”.
Com a decisão do governo italiano, Xu Zewei deve ser transferido para os Estados Unidos para responder judicialmente pelas acusações. Caso condenado, ele pode enfrentar penas significativas de prisão e multas.
A defesa ainda pode recorrer da decisão de extradição perante tribunais italianos, o que pode prolongar o processo por semanas ou meses.
Até o momento, nem o governo chinês nem as autoridades italianas se manifestaram oficialmente sobre o caso.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

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