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STF, Interpol e DEA: a operação internacional que prendeu “Bonitão” em Orlando

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STF, Interpol e DEA: a operação internacional que prendeu “Bonitão” em Orlando
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O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, de 48 anos, foi preso na manhã de sexta-feira (24) em Orlando, na Flórida, por agentes da Drug Enforcement Administration (DEA), órgão federal dos Estados Unidos responsável pelo combate ao narcotráfico.
Conhecido no meio policial como “Bonitão”, Luciano estava foragido da Justiça brasileira desde 9 de março, quando seu nome foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol — sistema de alerta internacional para localizar criminosos procurados.

Por que ele foi preso?

Luciano é um dos alvos da Operação Anomalia e tinha mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As autoridades suspeitam que ele tenha atuado para atrasar a extradição do traficante internacional Gerel Lusiano Palm, também conhecido como “Gerel Palm”.
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A prisão ocorreu cerca de 48 horas depois que a DEA solicitou informações sobre Luciano à Polícia Federal do Rio de Janeiro. Agentes do Enforcement and Removal Operations (ERO), braço de imigração ligado ao ICE (agência federal de segurança dos EUA), também participaram da operação.

O que as autoridades americanas querem saber?

As investigações nos Estados Unidos buscam esclarecer três pontos principais:
  1. Qual a real ligação de Luciano com o caso Gerel Palm?
  2. Existe algum contato dele com a facção Comando Vermelho?
  3. Ele está legalmente nos Estados Unidos?
Luciano deverá passar por uma audiência de custódia na Justiça americana, que avaliará medidas cautelares e decidirá se ele será deportado para o Brasil ou não.

Como ele entrou e permaneceu nos EUA?

Luciano possui cidadania portuguesa, o que facilitou sua entrada nos Estados Unidos. Cidadãos de países com acordo de isenção de visto — como Portugal — podem permanecer em solo americano por até 90 dias sem necessidade de autorização prévia.
Diferentemente do cidadão brasileiro, que precisa de visto para entrar e permanecer nos EUA, Luciano aproveitou esse benefício para morar em Orlando, onde trabalha em uma loja de material esportivo.

Salários recebidos do governo do Rio enquanto estava foragido

Apesar de residir nos Estados Unidos, Luciano manteve vínculo financeiro com o governo do Estado do Rio de Janeiro. Em fevereiro, ele recebeu dois pagamentos:
Origem
Valor
Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen)
R$ 2.963,99
Instituto de Assistência dos Servidores do RJ (Iaserj)
R$ 3.234,74
Total
R$ 6.198,73
O Iaserj não se pronunciou sobre o caso até o momento. A Seppen informou que adotará as medidas administrativas cabíveis após confirmação oficial da prisão.

Quem é “Bonitão”: trajetória polêmica

Luciano de Lima Fagundes Pinheiro tem um histórico marcado por investigações e passagens pelo sistema de justiça:
  • Início dos anos 2010: Atuou como segurança de jogadores de futebol, principalmente atletas brasileiros que jogavam na Rússia.
  • 2014: Foi preso na Maré, zona norte do Rio, apontado como informante do traficante Marcelo das Dores, o Menor P. Na época, era suspeito de fazer a ligação entre Menor P e Antonio Bonfim Lopes, o Nem, ex-chefe do tráfico na Rocinha. Recorreu em liberdade e, após ser condenado, cumpriu pena e obteve reabilitação criminal na Justiça.
  • Agosto de 2021: Virou alvo de investigação da Seppen após suposta visita irregular ao presídio onde estava o “Faraó dos Bitcoins”, Glaidson Acácio. Segundo a corregedoria, Luciano teria usado um número de matrícula já desativado para se identificar. Ele negou ter visitado o detento.
  • Carreira política: Foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pelo então presidente André Ceciliano (PT). Depois, foi cedido a Brasília, onde atuou no gabinete do deputado Dr. Luizinho (PP) até fevereiro de 2025.
A assessoria de André Ceciliano informou que a indicação de Luciano na Alerj foi feita pelo deputado André Lazaroni e que não houve reuniões com ele em Brasília. Segundo a equipe, “ele pode ter tentado vender um prestígio que não tinha”.

Próximos passos

Enquanto aguarda decisão da Justiça americana, Luciano permanece detido em Orlando. Caso seja deportado, ele será entregue às autoridades brasileiras para responder pelos processos em andamento no país.
O caso reacende o debate sobre controle de fronteiras, uso de cidadanias estrangeiras por investigados e a necessidade de cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

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