O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em seu perfil na rede social Truth Social, nesta terça-feira (23), uma publicação do portal Newsmax, na qual o colunista John Gizzi diz que as eleições presidenciais brasileiras, em outubro, poderão se tornar a “disputa mais importante do hemisfério”.
No artigo, intitulado “Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina”, Gizzi destaca a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, que despontam nas pesquisas.
As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se unindo em torno de seu filho na tentativa de destituir o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva — afirmou.
O jornalista ainda falou sobre o processo eleitoral brasileiro, sua possível fragilidade e destacou também a possibilidade de o país eleger um chefe de direita, tornando-se mais um aliado.
— A eleição já está gerando intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de maneira considerada livre e justa por todos os lados. (…) Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década — escreveu.
O título da publicação se refere ao crescente domínio das políticas de direita no continente sul-americano (veja mapa ao final da matéria). Atualmente, os países geridos por aliados de Trump são: Argentina, de Javier Milei; Bolívia, de Rodrigo Paz; Chile, de José Kast; Colômbia, de Abelardo de la Espriella; El Salvador, de Nayib Bukele; Equador, de Daniel Noboa; e Honduras, de Nasry Asfura.
No Peru, a apuração das eleições presidenciais já dura duas semanas, mas aponta a candidata Keiko Fujimori, da direita, com vantagem de cerca de 40 mil votos, representando cerca de 50,1%. Até o momento, 99,7% das urnas foram apuradas.
No início do mês, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que o Escudo das Américas deve ganhar novos integrantes nos próximos meses. A coalizão militar e política, lançada por Donald Trump em março, foca no combate ao tráfico de drogas, terrorismo e crime organizado na região.
Ao celebrar a cooperação na América Latina, Rubio destacou países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador como aliados. O secretário, no entanto, colocou o Brasil na lista de exceções de amizade com os EUA, ao lado de nações como Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS
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