A Procuradoria-Geral Eleitoral manifestou-se contra a decisão do ministro Nunes Marques que suspendeu uma pesquisa do Instituto AtlasIntel. O levantamento associava o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Marques justificou a decisão, alegando que o levantamento foi contaminado.
O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, alegou que não existem elementos para manter a suspensão. Ele ressaltou que a Justiça Eleitoral não deve interferir nos critérios metodológicos ou nos temas das pesquisas de opinião. O documento foi divulgado pelo portal G1.
— Não pode haver restrição jurisdicional com base em mera insatisfação com o teor das perguntas deduzidas ou discordância com o critério metodológico regularmente adotado — disse.
O Partido Liberal (PL) pediu a suspensão afirmando que a pesquisa utilizou estímulos negativos para manipular as respostas. A defesa do instituto rebateu a acusação, argumentando que as perguntas usaram fatos públicos e mantiveram a neutralidade técnica.
A empresa esclareceu que os áudios sobre o senador foram apresentados no final do questionário eletrônico, ocorrendo somente após a coleta das intenções de voto. Segundo a AtlasIntel, isso impede qualquer tipo de indução no resultado principal.
O julgamento do caso no Tribunal Superior Eleitoral começou no dia 9 de junho, mas foi adiado após um pedido de vista da ministra Estela Aranha. A liminar anterior, concedida por Nunes Marques, proibiu a divulgação dos dados nos canais oficiais.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. O levantamento possui margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%, estando devidamente registrado no TSE sob o número BR-06939/2026.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: Gustavo Moreno-SCO-STF
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