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Sexta-feira, 08 de Maio 2026
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Defesa de Bolsonaro recorre ao STF e aponta falhas em condenação por suposto plano de golpe

Advogados afirmam que a sentença de 27 anos de prisão tem omissões e contradições, e pedem revisão da pena ou reavaliação do caso pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

Defesa de Bolsonaro recorre ao STF e aponta falhas em condenação por suposto plano de golpe
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta segunda-feira (27) um recurso de embargos de declaração contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou a 27 anos e 3 meses de prisão por supostamente liderar um plano de golpe de Estado relacionado aos atos de 8 de janeiro. O caso será analisado pela 1ª Turma da Corte.

De acordo com os advogados, a decisão apresenta “omissões, contradições e falhas” que tornam o acórdão “juridicamente insustentável”. A defesa afirma que o texto do julgamento tenta retratar Bolsonaro como “uma figura onipresente nos fatos narrados”, sem, contudo, demonstrar provas concretas que sustentem essa acusação.

Os representantes do ex-presidente alegam ainda cerceamento de defesa, argumentando que não tiveram acesso completo e em tempo hábil aos autos e provas do processo. O recurso também questiona a aplicação simultânea da teoria da autoria mediata — que atribui responsabilidade a quem teria comandado ou instigado atos ilícitos — e a condenação de mais de 1.600 réus por dolo. Segundo os advogados, a pena-base foi aumentada de forma “desproporcional e sem justificativa técnica”.

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Os embargos de declaração são um instrumento jurídico usado para apontar obscuridades, contradições ou omissões em decisões judiciais. Após o relator, ministro Alexandre de Moraes, analisar o pedido, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá se manifestar, e a 1ª Turma do STF decidirá sobre a admissibilidade do recurso.

Caso o pedido seja negado, a defesa busca, ao menos, uma revisão da pena. Entre os pontos levantados, está a falta de uniformidade nos percentuais de aumento e redução da punição, que, segundo o documento, variaram entre 16% e 100% sem fundamentação.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares impostas pelo Supremo. A expectativa é de que os embargos sejam analisados antes do trânsito em julgado, momento em que a condenação se tornaria definitiva.

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