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Quarta-feira, 24 de Junho 2026
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Defesa de Bolsonaro afirma que esclareceu caso da arma e espera arquivamento

Advogado afirma que ex-presidente esclareceu todos os pontos questionados e nega qualquer irregularidade no caso da pistola encontrada com agente do GSI

Defesa de Bolsonaro afirma que esclareceu caso da arma e espera arquivamento
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (23) que ele esclareceu todas as dúvidas apresentadas pelas autoridades no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome e encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal.

A manifestação foi feita pelo advogado Paulo Cunha Bueno após Bolsonaro prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A oitiva ocorreu presencialmente no condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária e durou cerca de cinco minutos.

Segundo o advogado, Bolsonaro apenas reiterou os esclarecimentos que já haviam sido encaminhados por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“O presidente esclareceu todas as questões à guisa da resposta apresentada por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, dias atrás”, afirmou Cunha Bueno em publicação nas redes sociais.

De acordo com a defesa, a arma investigada pertence legalmente ao ex-presidente, possui registro regular e permanecia sob sua posse sem qualquer determinação judicial para entrega ou cancelamento do registro.

O advogado explicou que Bolsonaro teria identificado uma falha mecânica ao manusear a pistola e solicitado que um integrante de sua equipe de segurança, descrito como um sargento do Exército com conhecimento técnico no modelo, verificasse o problema.

“Sobre a arma, ao manusear o presidente constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do Exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema”, declarou.

Segundo a versão apresentada pela defesa, o armamento seria submetido a uma avaliação técnica e posteriormente retornaria ao local onde estava guardado.

Cunha Bueno também afirmou que não houve qualquer intenção de descumprir a legislação ou determinações judiciais, classificando o episódio como um caso sem relevância criminal.

“Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal”, afirmou.

A defesa espera agora que a investigação seja encerrada sem acusações.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, acrescentou o advogado.

O caso começou após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ser encontrada com um agente do GSI durante uma blitz realizada em Taguatinga, no Distrito Federal, em 15 de junho. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias da posse e do transporte da arma, enquanto o Supremo Tribunal Federal acompanha o andamento das investigações.

A defesa sustenta que o armamento estava devidamente regularizado e que seu deslocamento teria ocorrido exclusivamente para a verificação de um defeito mecânico.

Créditos (Imagem de capa): Fábio Vieira/ Metrópoles

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