A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estreia nesta terça-feira (10) o programa “Na Mesa com Datena”, nova atração da TV Brasil apresentada pelo jornalista José Luiz Datena. A contratação do comunicador prevê remuneração superior a R$ 1 milhão por ano para comandar o programa de entrevistas na televisão e também uma atração na Rádio Nacional.
O primeiro convidado da nova produção será o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. O programa será exibido semanalmente às 21h.
Contrato inclui programa diário na Rádio Nacional
Além da atração televisiva, o acordo firmado com a EBC também prevê a apresentação do programa “Alô Alô Brasil”, transmitido diariamente pela Rádio Nacional.
Esse programa já estreou no final de fevereiro.
Segundo Datena, o novo projeto televisivo terá foco em entrevistas aprofundadas com convidados.
Contratação foi aprovada por margem mínima
A decisão de contratar o apresentador gerou debate interno dentro da EBC.
O comitê de programação da estatal aprovou o contrato por margem mínima. O presidente da empresa, André Basbaum, precisou usar o voto de minerva para definir o resultado da votação.
Durante as discussões internas, a diretora de conteúdo da empresa, Antonia Pellegrino, manifestou posição contrária à contratação.
Segundo ela, o valor previsto para o pagamento poderia levantar questionamentos sobre o uso de recursos públicos.
Pagamento será feito a empresa do apresentador
O contrato firmado pela estatal prevê que os pagamentos sejam feitos à JLD Publicidade Ltda., empresa ligada ao jornalista.
A companhia tem como sócios José Luiz Datena e sua esposa e está registrada na cidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo.
Remuneração gera questionamentos
O valor do contrato passou a ser alvo de críticas e questionamentos por parte de integrantes da sociedade civil e de alguns políticos.
Uma representação enviada ao Ministério Público Federal (MPF) solicita investigação sobre a remuneração prevista para o apresentador na emissora estatal.
Os autores do pedido argumentam que o pagamento mensal ultrapassaria o teto salarial do funcionalismo público, o que poderia levantar dúvidas sobre a legalidade do acordo.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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