Disputa judicial entre Ratinho e Erika Hilton escala após embate iniciado em março
O que começou como uma divergência pública sobre a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados ganhou contornos judiciais. O apresentador do SBT Carlos Massa, conhecido como Ratinho, ingressou com ação criminal contra a deputada federal Erika Hilton (Psol), alegando injúria, calúnia e difamação. O processo tramita na 7ª Vara Criminal de Brasília.
Como a polêmica entre os dois começou
Em março, durante seu programa televisivo, Ratinho comentou a escolha de Erika Hilton para comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. O apresentador questionou a indicação e declarou que a deputada não seria adequada para o cargo por ser uma mulher trans. Ele alegou, na ocasião, que sua crítica tinha caráter exclusivamente político, sem teor pessoal.
Queixa-crime foi protocolada em abril
De acordo com documentos do caso, a queixa-crime de Ratinho foi protocolada no dia 14 de abril. Três dias após o registro, a Justiça do Distrito Federal notificou Erika Hilton para que prestasse esclarecimentos sobre as declarações feitas nas redes sociais.
O apresentador sustenta que a frase publicada pela deputada ultrapassou os limites do debate público e configurou ofensa pessoal direta à sua honra.
Caso já envolve processos de ambos os lados
A ação criminal movida por Ratinho não é o único desdobramento judicial do embate. Antes mesmo dessa iniciativa, Erika Hilton já havia acionado a Justiça contra o apresentador, pedindo indenização de R$ 10 milhões sob a alegação de transfobia. Além disso, a deputada solicitou ao Ministério das Comunicações a suspensão do programa por 30 dias.
O SBT se pronunciou brevemente, informando que tratou o episódio de forma interna, sem revelar quais medidas foram adotadas.
Próximos passos e posições das partes
Até o momento, Erika Hilton não se manifestou publicamente sobre a nova ação criminal. Já Ratinho declarou que não costuma comentar processos judiciais em andamento.
O caso ainda não possui data definida para julgamento. O Ministério Público Federal foi acionado e tem prazo até o fim de maio para se manifestar sobre a queixa.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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