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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Abusos em creche: professor pedófilo de Florianópolis era ativista de esquerda

Acusado exaltava causas de esquerda e comunidade trans enquanto cometia crimes dentro da escola

Abusos em creche: professor pedófilo de Florianópolis era ativista de esquerda
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Nas redes sociais, o professor acusado de pedofilia em Florianópolis se apresentava como um homem empático, defensor de minorias e engajado em pautas progressistas. Participava de grupos e perfis pessoais com frases de apoio à comunidade LGBTQIA+, demonstrava entusiasmo com campanhas da esquerda e frequentemente associava sua imagem a causas sociais.

Por trás dessa fachada cuidadosamente construída, a polícia descobriu um comportamento extremamente criminoso e perturbador.

O auxiliar de sala Allec Sander de Oliveira Ribeiro, de 34 anos, foi preso preventivamente por produzir e armazenar pornografia infantil dentro de uma creche pública da capital catarinense. Parte do material foi registrado na própria sala de aula, onde ele atuava com crianças de 4 a 6 anos. Pelo menos seis vítimas já foram identificadas pelas autoridades.

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Ativismo político e uso de discursos de “respeito”

Publicações entre 2018 e 2019 revelam a clara inclinação política de Allec à esquerda. Em uma das imagens recuperadas pelo Jornal Razão, ele aparece com o filtro “Ele Não”, associado à campanha contra o então candidato Jair Bolsonaro.

Outras postagens exibem apoio explícito a Fernando Haddad e Luiz Inácio Lula da Silva, utilizando hashtags como #HaddadÉLula e #Presidente13. Em 7 de outubro de 2018, escreveu:

“Se ele for eleito, você vai ter culpa em cada gota de sangue derramada depois.”

Em 2019, publicou uma foto com crianças da escola, dizendo:

“Realmente amo meu trabalho.”

Para familiares das vítimas e autoridades, esse contraste escancara o uso estratégico de pautas sensíveis como um escudo moral. Uma das mães comentou:

“Ele se vendia como uma pessoa carinhosa, preocupada com os mais vulneráveis. Mas fazia exatamente o oposto com as crianças dentro da sala de aula.”

Aparência acolhedora escondia um predador sexual

De acordo com a Polícia Civil, os abusos ocorriam principalmente em momentos de menor supervisão, como o horário do sono das crianças.

Um dos relatos mais graves veio de uma mãe, cujo filho autista de cinco anos começou a apresentar mudanças de comportamento. Após meses, a criança revelou que o professor “brincava de caverna” com ele — gesto posteriormente interpretado como abuso sexual.

A investigação revelou ainda que o conteúdo armazenado por Allec incluía milhares de fotos e vídeos de crianças, muitos com uniforme da rede municipal e capturados dentro do ambiente escolar. O material foi classificado como de alta gravidade pela Polícia Científica.

Prints de mensagens sugerem que o acusado tentou antecipar possíveis denúncias ao justificar certos comportamentos das crianças como “mania de se tocar”.

Personagem digital construído com cuidado

Além do ativismo político, Allec usava suas redes para consolidar uma imagem emocionalmente envolvente. Publicava fanarts de personagens infantis, tirinhas sobre adoção simbólica e artes exaltando pessoas trans.

Em uma dessas publicações, aparece o personagem Sora, do jogo Kingdom Hearts, com uma bandeira trans e a legenda:

Pessoas trans são incríveis e sempre válidas.

Outra imagem dizia:

Não sou o padrasto, sou o pai que assumiu.

A ilustração mostrava monstros e crianças em um contexto afetivo. Para os investigadores, esse tipo de conteúdo ajudava a reforçar a imagem de uma pessoa sensível e confiável, usada para encobrir uma realidade criminosa.

Prisão, investigações e trauma

Allec permanece em prisão preventiva, enquanto a Polícia Civil segue analisando HDs e dispositivos eletrônicos apreendidos. Estima-se que o número total de arquivos supere 10 mil registros. Ele responderá por crimes de pornografia infantil e estupro de vulnerável.

Prefeitura de Florianópolis confirmou o afastamento imediato do servidor após a primeira denúncia, em junho, e informou que um processo administrativo está em andamento.

Enquanto isso, famílias das vítimas tentam lidar com o choque. Uma mãe relatou:

“A parte mais difícil é que ele era próximo de todo mundo. Usava as palavras certas, os discursos certos, e ninguém desconfiava. Só que agora a máscara caiu.”

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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