A nossa incapacidade de perceber o avanço gradativo da esquerda no Brasil até a tomada do poder, o que aconteceu com a “descondenação” do Luiz Inácio, nos mostra como estávamos iludidos.
Não incluo entre os iludidos, aqueles que tinham o dever de evitar o resultado e aderiram à conduta criminosa, por conveniência ou algum interesse escuso ou monetário.
Ilusão é a representação da realidade que se mantém também quando é reconhecida sua falsidade ou erroneidade.
As ilusões assaltam a inteligência e a razão. A ilusão tapa a nossa boca, amarra os nossas mãos e a nossa inteligência para de funcionar. Entendo inteligência como a capacidade de resolver problemas.
Isso me lembra uma história que está em O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry: um garoto fez um desenho. Quando ele o mostrou para os adultos, estes o elogiaram pelo belo desenho de um chapéu. “Mas não é um chapéu”, disse o garoto. “É um elefante anão engolido por uma jiboia”. No entanto, apesar dos protestos do menino, os adultos e os quartéis só conseguiram ver um chapéu.
Talvez esta história represente a nossa incapacidade de perceber nossa ilusão