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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Você sente cheiro de barata? Entenda por que nem todos percebem o odor

Diferenças genéticas, hormônios e até obstruções no nariz ajudam a explicar por que o cheiro de barata só é percebido por alguns

Você sente cheiro de barata? Entenda por que nem todos percebem o odor
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Barata tem cheiro? Para muita gente, sim — e é inconfundível. A diferença não é frescura nem imaginação: ciência e anatomia ajudam a entender por que um mesmo ambiente pode “cheirar a barata” para uns e permanecer neutro para outros.

Parte da explicação está nas moléculas que a própria barata libera e na maneira como cada organismo detecta esses sinais. O nariz reage de forma única: fatores genéticos, hormonais, idade e até pequenas diferenças na anatomia nasal determinam se os receptores olfativos captam ou não essas substâncias.

Receptores no fundo do nariz captam as substâncias voláteis e enviam informações ao cérebro, mas nem todo mundo tem a mesma sensibilidade ou o mesmo “caminho livre” para que o odor chegue aos sensores. Isso significa que duas pessoas na mesma sala podem ter experiências completamente diferentes com o mesmo cheiro.

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O que define quem sente ou não o cheiro de barata

Segundo Priscila de Freitas, professora de biologia do colégio Marista Águas Claras, a responsável pelo chamado “cheiro de barata” é uma molécula chamada trimetilamina.

“As baratas liberam naturalmente a substância, presente em seu corpo e utilizada na comunicação entre elas. Esse composto tem um odor forte e característico, que é associado ao cheiro de barata”, explica Priscila.

Entre quem sente o odor, é comum associá-lo ao de peixe podre, mofo ou comida em decomposição — a trimetilamina também é encontrada em peixes.

A percepção do cheiro depende da presença de receptores específicos no nariz. Algumas pessoas nascem com variações genéticas que impedem a detecção da molécula; outras possuem a versão do gene que mantém essa capacidade.

Como o cheiro de barata chega ao cérebro

  • As moléculas liberadas pela barata entram pelas narinas ou pela via retronasal, que conecta a boca à cavidade nasal.
  • Ao alcançar o epitélio olfativo, localizado no topo da cavidade nasal, elas se ligam a receptores específicos nas células olfatórias.
  • Essa ligação gera impulsos elétricos que percorrem o nervo olfatório até o bulbo olfatório, estrutura na base do cérebro responsável por interpretar os sinais recebidos.
  • Do bulbo, os impulsos são enviados para o córtex olfativo e para o sistema límbico, regiões que processam o cheiro e o associam a emoções e memórias. Por isso, certos odores podem despertar sensações de prazer, nojo ou até lembranças antigas.

Além da genética, fatores hormonais também influenciam a chance de sentir o odor. As mulheres costumam ter maior sensibilidade olfativa, especialmente no período fértil. Crianças e jovens tendem a perceber mais cheiros do que idosos, já que o envelhecimento reduz a função dos receptores olfativos.

“Isso ocorre principalmente pelo envelhecimento dos receptores olfativos e pela perda de neurônios olfativos, assim como de outros nervos, associados ao envelhecimento”, explica Thiago Zago, otorrinolaringologista de Campinas.
Foto colorida de barata em cima da cama. Você sente cheiro de barata? Entenda por que nem todos percebem o odor
 

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): divulgação

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