O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã neste domingo ao reiterar um ultimato para a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
Após já ter feito a exigência no sábado, Trump elevou o tom e afirmou que, caso o regime iraniano não atenda à demanda, poderá ordenar ataques contra infraestruturas elétricas do país. “A destruição será total”, declarou em entrevista à emissora israelense Canal 13.
O presidente também criticou a postura de países da OTAN, acusando os membros de não participarem ativamente de possíveis operações na região. “É uma vergonha enorme”, disse.
A tensão no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo, vem aumentando desde o início do conflito militar em 28 de fevereiro de 2026. Atualmente, apenas cerca de 5% do tráfego marítimo habitual segue operando, o que já impactou o mercado internacional, com o preço do petróleo ultrapassando os 119 dólares por barril antes de recuar.
Em resposta, o comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou que poderá fechar completamente o estreito caso os Estados Unidos avancem com ataques. O governo de Teerã também indicou que só permitirá a reabertura total da rota após a reconstrução de suas infraestruturas e sob coordenação direta das autoridades nacionais.
Autoridades iranianas ainda alertaram para possíveis retaliações contra empresas com interesses americanos na região, embora tenham reiterado que a diplomacia segue sendo prioridade. O representante iraniano em Londres, Ali Mousavi, afirmou que a redução das tensões depende do fim das agressões e da reconstrução da confiança.
Enquanto isso, mais de 20 países — principalmente europeus, além de Emirados Árabes Unidos e Bahrein — divulgaram um comunicado conjunto defendendo a proteção do tráfego no estreito e condenando ataques a embarcações e infraestruturas civis.
No campo militar, o chefe do Comando Central dos EUA, Brad Cooper, afirmou que instalações estratégicas iranianas já foram destruídas, reduzindo a capacidade operacional do país na região.
Fonte/Créditos: gazeta brasil
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