Uma das faces mais conhecidas e controversas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, Pam Bondi foi demitida do cargo de secretária de Justiça nesta quinta-feira, encerrando 14 turbulentos meses marcados por tentativas de perseguição judicial contra algozes do republicano e pela maneira como lidou com a divulgação dos arquivos do caso de Jeffrey Epstein, um dos tópicos mais sensíveis no meio político do país. Sua imagem foi abalada pela condução do caso Epstein, um problema para a Casa Branca temporariamente eclipsado pela guerra no Irã.
No começo do ano passado, ela sugeriu que teria em mãos a suposta lista de clientes do financista, morto em 2019, e que divulgaria documentos do processo, uma velha demanda da base trumpista. Posteriormente, reconheceu que a "lista de Epstein" não existia, e sua relutância inicial em divulgar os milhões de arquivos em sigilo judicial foi criticada por todos os lados do espectro político americano.
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Depois que os documentos vieram a público, foi atacada pela forma como ocorreu a publicação — o nome de Trump foi citado algumas dezenas de milhares de vezes. Algumas vítimas ainda afirmam que seus nomes foram indevidamente revelados.
“Bondi lidou com os Arquivos Epstein de maneira terrível e prejudicou seriamente o presidente Trump”, disse em comunicado a deputada republicana Nancy Mace, que no mês passado votou a favor da convocação de Bondi para prestar depoimento no dia 14 de abril em uma comissão da Câmara.
Alguns no círculo íntimo de Trump há muito tempo estavam frustrados com o tratamento que Bondi deu aos arquivos do caso Epstein, acreditando que seus pronunciamentos sobre o assunto ajudaram a gerar a impressão de que a Casa Branca estava inapropriadamente retendo informações da opinião pública.
Créditos (Imagem de capa): Demissão de Pam Bondi encerra seu turbulento mandato de 14 meses como secretária de Justiça — Foto: Eric Lee / The New York Times
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