Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo nesta quarta-feira (3), segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos. O anúncio ocorre após conversas do presidente americano, Donald Trump, com o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e representantes do Hezbollah.
Na segunda-feira (1º), Trump garantiu o acordo e afirmou que impediria o avanço de tropas israelenses até Beirute, além de barrar ataques a redutos do Hezbollah. A imprensa informou que Trump reprovou Netanyahu na ligação, admitindo ter chamado o premiê de “louco”.
Os ataques de Israel eram criticados pelo Irã, aliado do Hezbollah, que ameaçou não assinar um acordo de paz com os EUA caso as operações continuassem. O conflito escalou em março, quando forças israelenses invadiram o sul do Líbano e ocuparam uma faixa de 10 km.
A ofensiva israelense provocou o deslocamento de centenas de milhares de libaneses. No último sábado (30), o exército de Israel ocupou o castelo de Beaufort, uma construção histórica da época das Cruzadas, na incursão mais profunda em 26 anos. No domingo (31), as tropas realizaram ataques aéreos nos subúrbios de Beirute.
Netanyahu declarou que avisou Trump que voltará a atacar Beirute se o Hezbollah não parar as agressões. O primeiro-ministro de Israel também afirmou que as forças armadas do país continuarão operando normalmente na faixa de 10 km ocupada no sul do Líbano.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI
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