Terremoto de magnitude 7,1 provoca destruição no Japão e mobiliza equipes de emergência
Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão na manhã desta terça-feira (28), provocando momentos de pânico, o desabamento de prédios e casas, interrupções no transporte e deixando pelo menos 50 pessoas feridas, segundo informações divulgadas pelas autoridades japonesas.
O epicentro foi registrado em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA). O tremor ocorreu a apenas 10 quilômetros de profundidade — considerado extremamente superficial —, o que aumentou significativamente seu poder de destruição. Após o abalo principal, ainda foram registrados tremores secundários de magnitudes 5,6 e 4,9.
Prédios desabam, incêndios são registrados e milhares ficam sem energia
A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que o terremoto provocou diversos danos em várias regiões do país. Embora o governo ainda faça o levantamento oficial, pelo menos 50 pessoas foram levadas a hospitais, conforme a emissora pública NHK.
Além dos feridos, há relatos de:
- Queda de edifícios e residências;
- Incêndios em diferentes localidades;
- Cortes no fornecimento de energia elétrica;
- Estradas e pontes danificadas;
- Pessoas presas sob escombros.
"Estamos priorizando salvar vidas enquanto avaliamos a extensão dos danos", afirmou a premiê.
Shopping parcialmente destruído após explosão
Um dos cenários mais dramáticos ocorreu no Aeon Mall, na cidade de Kashima. Durante o terremoto, uma explosão foi ouvida no local, seguida pelo desabamento parcial da estrutura.
Equipes de resgate informaram que diversas pessoas ficaram presas sob os escombros, enquanto imagens aéreas mostram parte do centro comercial completamente destruída.
Alerta de tsunami foi cancelado, mas autoridades mantêm preocupação
Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami para ondas de até um metro de altura. Cerca de duas horas depois, o aviso foi cancelado tanto pelas autoridades japonesas quanto pelo Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, dos Estados Unidos.
Mesmo assim, o governo orientou moradores das áreas costeiras a permanecerem atentos e evitarem o litoral até a normalização da situação.
Especialistas alertam para risco de novos terremotos
As cidades de Uki e Hikawa registraram intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa, o nível mais elevado utilizado pelo país para medir o impacto dos tremores.
Devido à elevada magnitude e à pequena profundidade do terremoto, autoridades alertam para a possibilidade de novos abalos fortes nos próximos três dias.
Tremor foi sentido até na Coreia do Sul
A força do terremoto ultrapassou as fronteiras japonesas. Moradores da cidade de Incheon, próxima à capital sul-coreana Seul, relataram tremores leves, segundo a agência Yonhap.
No Japão, os alertas de emergência foram enviados para diversas prefeituras da ilha de Kyushu, incluindo Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki.
Trens-bala são suspensos e usinas nucleares seguem sem danos
A operadora ferroviária JR Kyushu interrompeu a circulação de todos os seus serviços, incluindo os famosos trens de alta velocidade Shinkansen.
Segundo o jornal Nikkei, passageiros que estavam em um dos trens-bala durante o terremoto ficaram feridos.
Apesar da violência do tremor, o órgão regulador japonês informou que não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares da região.
Região já viveu uma das maiores tragédias sísmicas do país
A província de Kumamoto ainda carrega a lembrança do devastador terremoto ocorrido há dez anos, que matou 275 pessoas e deixou cerca de 2,7 mil feridos.
Localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países mais sujeitos à atividade sísmica no planeta. Aproximadamente 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6 acontecem na região, tornando episódios como este uma ameaça constante para milhões de japoneses.
皆さん余震に気をつけてください。上のコンテナ落ちてこないかヒヤヒヤした。お父さんの脚もなんとか抜けて無事でした。#熊本地震 pic.twitter.com/zMRQd3LlIq
— たくろ (@tak_genki) July 28, 2026
Fonte/Créditos: G1
Créditos (Imagem de capa): to: Kyodo via REUTERS
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