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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Tarântula infectada por fungo que a torna “zumbi” é achada no Amazonas. Veja video

Apesar de não ser o mesmo fungo de The Last of Us, o encontrado no Amazonas faz parte do mesmo grupo que torna hospedeiros “zumbis”

Tarântula infectada por fungo que a torna “zumbi” é achada no Amazonas. Veja video
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Certos fenômenos encontrados na natureza são tão surpreendentes que parecem até coisa de filme (ou série). É o caso do novo registro de pesquisadores brasileiros e dinamarqueses. Em expedição na floresta amazônica, eles acharam uma tarântula-golias (Theraphosa blondi) infectada pelo fungo Cordyceps caloceroides, que a deixou com aparência de zumbi, semelhante ao que acontece na série The Last of Us.

O vídeo do encontro foi compartilhado pelo pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, que esteve envolvido nas buscas. O registro mostra a aranha de cor marrom-dourada totalmente dominada pelo fundo alaranjado.

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“O Brasil tem mais de 10% da diversidade global de fungos, que é um grupo de organismos muito importante para a humanidade. Documentar essa nos nossos ecossistemas naturais é um avanço científico, socioeconômico e de soberania”, exalta o pesquisador da UFSC, em registro postado em suas redes sociais.

O achado foi realizado pela estudante Lara Fritzsche, da Universidade de Copenhague (UCPH), na Dinamarca. A expedição para coleta fazia parte de curso intensivo de micologia organizado pelo biólogo João Paulo Machado de Araújo, professor da UCPH. As buscas aconteceram na Reserva Ducke, localizada perto de Manaus.

Apesar de não ser exatamente igual ao fungo de The Last of Us, o encontrado pelos pesquisadores pertence ao mesmo grupo dos que parasitam insetos e artrópodes.

Como o fungo deixa a aranha “zumbi”

Quando entra no corpo do hospedeiro por de seus esporos, o Cordyceps caloceroides age de forma brutal: ele “sequestra” o sistema nervoso e muscular da vítima e a transforma em “zumbi”; ao mesmo tempo, ele consome os nutrientes e tecidos do animal para se nutrir, enquanto se desenvolve; após a morte do bicho, ele come o que ainda resta e libera esporos no ambiente para infectar novos alvos.

Normalmente, eles agem apenas contra aranhas e insetos, incluindo formigas. Os seres humanos não podem ser infectados pelo fungo e por isso não há problemas em manuseá-lo, igual visto no vídeo compartilhado pelos pesquisadores.

“Só não podemos ingerir aquilo que a gente não conhece”, alerta Drechsler-Santos.

De acordo com o especialista, o fato de o fungo estar presente em solo brasileiro não traz riscos de um “apocalipse zumbi”. “Humanos têm um sistema imunológico altamente eficiente. Podemos ficar tranquilos, pelo menos com esse grupo de fungos”, finaliza o pesquisador.

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): Reprodução/Elisandro Ricardo Drechsler-Santos

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