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Sexta-feira, 24 de Julho 2026
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STF barra tentativa de Jaques Wagner de vender terreno por R$ 15 milhões

Decisão do ministro André Mendonça congelou o imóvel adquirido por R$ 28 mil em 2000, após o parlamentar virar alvo de operação da Polícia Federal.

STF barra tentativa de Jaques Wagner de vender terreno por R$ 15 milhões
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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de bens do senador Jaques Wagner, impedindo a negociação de uma propriedade em Camaçari, na Bahia, avaliada em R$ 15 milhões. A tentativa de alienação do imóvel ocorreu um dia após o parlamentar tornar-se alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga desdobramentos ligados ao extinto Banco Master.

Histórico da compra e expressiva valorização

Adquirida em 20 de março de 2000 por R$ 28 mil — montante que equivale a aproximadamente R$ 133,8 mil em valores corrigidos pela inflação —, a área registrou uma expressiva valorização ao longo dos anos. A transação travada recentemente previa a venda do terreno para a empresa Lagoons Empreendimentos, que possui capital social declarado de apenas R$ 1.000.

A operação envolveu nomes conhecidos do histórico do imóvel. Um dos sócios da Lagoons é Alex Grangeon Trancoso Neves. Em 2000, o próprio senador havia comprado a mesma área da Traneves Patrimonial, empresa em que Alex também figura no quadro societário.

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Medidas judiciais e desdobramentos

A efetivação do negócio foi barrada por um cartório de imóveis do município de Camaçari após a decisão emitida pelo ministro André Mendonça. Interlocutores do STF indicam que o congelamento de patrimônio é uma medida cautelar praxe em investigações desse porte no país.

Confira os principais pontos da trajetória do imóvel sob investigação:

  • 2000: Compra inicial realizada por R$ 28 mil junto à Traneves Patrimonial.
  • Operação recente: Ação da Polícia Federal envolvendo apurações sobre o Banco Master.
  • Tentativa de venda: Oferta do terreno por R$ 15 milhões para a Lagoons Empreendimentos.
  • Bloqueio cautelar: Decisão do STF impede a transferência de propriedade.

Posicionamento do senador e das empresas

Em entrevista concedida à rádio Andaiá FM, o senador Jaques Wagner negou qualquer relação entre as intervenções viárias na região e a valorização do terreno. O parlamentar ressaltou que abriu mão de indenizações quando parte da propriedade foi cortada por obras públicas estaduais.

"Sobre o terreno, dá até vontade de rir, porque o terreno talvez tenha sido a única obra feita na Bahia para benefício dos baianos que não teve pago desapropriação. A estrada passou pelo traçado que os engenheiros acharam melhor, cortou lá um pedaço do terreno e eu digo: 'não vou cobrar nenhuma desapropriação'", declarou o parlamentar.

Nas redes sociais, Wagner acrescentou que as obras da Via Metropolitana viabilizaram a construção do novo Centro de Treinamento do Esporte Clube Bahia. A reportagem buscou contato com o senador e aguarda retorno até a última atualização. Os representantes da Lagoons Empreendimentos e da Traneves Patrimonial também foram procurados, mas ainda não enviaram posicionamento.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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