O pastor Silas Malafaia afirmou que, apesar de dirigir duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele não o odeia. A declaração aconteceu durante o culto da manhã deste domingo (4) na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), igreja dirigida por ele no Rio de Janeiro.
O líder religioso esclareceu que as manifestações contrárias a Moraes são denúncias aos crimes que ele teria cometido enquanto magistrado.
— Eu não odeio o Alexandre de Moraes. Eu o critico duramente e faço isso nesses últimos cinco anos em mais de cinquenta vídeos e em todas as manifestações, mostrando os crimes e absurdos desse ministro. E, por causa disso, quer me calar e me intimidar a qualquer preço. (…) Meu telefone foi apreendido, meu passaporte apreendido quando eu cheguei do exterior. E todo o mundo jurídico sabe que, para apreender o passaporte de alguém, [é necessário] risco iminente de fuga. Eu não estava fugindo, eu estava voltando de Portugal — declarou.
Malafaia afirmou ainda que não odeia ninguém e que isso feriria seus princípios como cristão.
— Sou veemente nas minhas defesas, sou veemente nas críticas; odiar pessoas, meu irmão… ah, se eu odiar pessoa, aí eu tenho que me converter de novo, ou tenho que entregar minha vida a Cristo, porque eu não entendi o que é o Evangelho — declarou.
Outros nomes da política estavam presentes na celebração, como o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e o deputado federal e ex-prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).
MALAFAIA SE TORNOU RÉU PELA PRIMEIRA TURMA DO STF
A Primeira Turma do STF decidiu, no último dia 28 de abril, tornar Silas Malafaia réu pelo crime de injúria contra generais do Exército. As declarações do pastor aconteceram em uma manifestação na Avenida Paulista em 2025. Ele teria chamado oficiais de “frouxos” e “covardes”.
A denúncia completa era pelos crimes de injúria e calúnia. Os magistrados foram unânimes em considerar o ato como injúria; no entanto, a denúncia de calúnia foi rejeitada por Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, que consideraram não ter havido ofensa nominal a nenhum militar.
— O crime de calúnia exige narrativa de fato determinada, direcionada à pessoa determinada. Pois bem, aqui, embora haja referência ao Alto Comando do Exército, que também é composto pelo comandante do Exército, o comandante Tomás, entendo que a referência foi feita de maneira genérica ao Alto Comando do Exército — disse Zanin.
Alexandre de Moraes e Flávio Dino defenderam a denúncia completa. Como houve empate na votação, o Código de Processo Penal prevê que, em caso de empate, prevalece a decisão que é mais favorável ao acusado no processo.
Confira a declaração completa do pastor Silas Malafaia:
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Créditos (Imagem de capa): Pastor Silas Malafaia Foto: reprodução/Youtube ADVEC
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