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Meteorologista diz estar “abismado” com a falta de alerta do que está por vir

Fenômeno pode atingir pico na primavera e trazer impactos severos, segundo projeções e órgãos oficiais

Meteorologista diz estar “abismado” com a falta de alerta do que está por vir
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O meteorologista Piter Scheuer, um dos profissionais mais conhecidos de Santa Catarina na área de previsão do tempo, divulgou um alerta enfático sobre a chegada de um El Niño que ele classifica como super, com intensidade que pode superar episódios históricos como o de 1983.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Scheuer afirmou estar “abismado” com colegas e profissionais que, segundo ele, estariam amenizando os indícios do fenômeno. O meteorologista cobra que o alerta seja dado com urgência para que estado e municípios se preparem.

O alerta de Piter Scheuer

“Eu nunca vi um aquecimento tão anormal e intenso como este que está tendo no Oceano Pacífico Equatorial. É um El Niño que vai ser tão forte que ele vai chegar à categoria de super El Niño. E o auge vai ser bem na primavera”, disse o meteorologista.

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Conforme Scheuer, o cenário pode ser pior do que o registrado em 1983, 1997-1998, 2015 e nos episódios mais recentes de 2022, 2023 e 2024. Ele afirmou ainda estar indignado com a postura de profissionais que classificam a previsão como incerta.

“Agora é o momento para alertar. O alerta está sendo dado. Depois tem gente que fala que ninguém deu alerta”, afirmou.

O que dizem INMET e Epagri

O cenário descrito pelo meteorologista alinha-se com previsões dos órgãos oficiais. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), com base em boletins do Centro de Previsão Climática da NOAA, há mais de 80% de probabilidade do El Niño se estabelecer no segundo semestre de 2026, com persistência ao longo da primavera e do verão.

A Epagri/Ciram divulgou nota meteorológica em abril informando que existe 25% de chance de o fenômeno se configurar com intensidade muito forte. Segundo a Epagri, independentemente da intensidade, o fenômeno tende a provocar aumento significativo de chuvas no Sul do Brasil.

O portal especializado Meteored projetou que, no segundo semestre de 2026, as anomalias de temperatura no Pacífico podem superar +3°C em alguns cenários, o que enquadraria o evento como super El Niño. A maior intensidade está prevista justamente para a primavera.

Impactos previstos para Santa Catarina

Scheuer alerta para os efeitos esperados no Sul do Brasil. Conforme o meteorologista, o cenário deve incluir tornados no oeste da região Sul, enchentes e deslizamentos de terra.

“Vai ter tornados no oeste da região Sul do Brasil, vai ter enchente, vai ter problemas associados a deslizamentos de terra, queda de barreira”, afirmou.

O meteorologista projeta que o avanço do fenômeno se dará primeiro pelo Rio Grande do Sul, em seguida por Santa Catarina e depois pelo Paraná, com auge na primavera.

Cobrança por preparação imediata

Scheuer fez um apelo direto a gestores públicos para que iniciem a preparação imediatamente, citando a tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024.

“Vocês estão esperando ter um transtorno como aconteceu no Rio Grande do Sul de novo? Comece agora, urgentemente, a fazer a limpeza desses rios”, disse.

Operação Primavera 2026

A Defesa Civil de Santa Catarina já anunciou que mobilizará o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil nos 295 municípios catarinenses, no âmbito da Operação Primavera 2026. Conforme a Epagri/Ciram, as ações estão previstas para o período de 1º de junho a 21 de setembro, com foco em capacitações, limpeza de rios e sistemas de drenagem, manejo de árvores e instalação de kits ponte em áreas classificadas com risco médio, alto e muito alto para alagamentos, inundações e movimentos de massa.

A partir de 22 de setembro, com o início oficial da primavera, o sistema entra em regime de operação conjunta sob coordenação da Secretaria de Defesa Civil.

Para julho, está marcado em Florianópolis o II Workshop El Niño – Seus Impactos no Sul do Brasil, organizado pela Associação Catarinense de Meteorologia (ACMET), Epagri/Ciram, UFSC, IFSC e instituições parceiras. O encontro deve atualizar o consenso técnico-científico sobre o fenômeno e definir recomendações operacionais para os três estados do Sul.

O caso segue em monitoramento pelos órgãos oficiais.

Fonte/Créditos: Jornal Razão

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